Luís Moura não quer dar explicações sobre reunião com membros do PCC

  • Por Jovem Pan
  • 23/05/2014 10h29

Reinaldo, e aquele deputado estadual do PT, explicou afinal o que fazia numa reunião com membros do PCC?

Explicou nada, contei ontem aqui a encantadora história do deputado estadual do PT, Luís Moura. É aquele senhor que estava presente a uma reunião estourada pela polícia de pessoas que planejavam ataques a ônibus. Havia na turma nada menos do que 13 membros do PCC, o partido do crime, entre eles estava um dos homens que participaram do assalto ao Banco Central do Ceará, em 2005. De onde foram levados 164,8 milhões de reais.

A operação da polícia de São Paulo aconteceu em Março, no auge dos ataques criminosos aos veículos. A reunião ocorreu na sede de uma tal Transcooper, uma dita cooperativa, que tem autorização da prefeitura para operar algumas linhas de ônibus na cidade. A propósito, os ônibus que eram e são incendiados pertencem sempre às empresas tradicionais, nunca essas cooperativas.

Muito bem. O deputado não quer saber de dar explicações, disse que estava no local para tratar de assuntos dos cooperados e que não fala mais a respeito. Já contei aqui que o deputado estadual petista Luís Mouta é um ex-presidiário. Foi preso por assalto à mão armada, condenado a 12 anos de cadeia, acabou fugindo.

No tempo em que ficou foragido, este grande empreendedor construiu um patrimônio, acreditem, de 5 milhões de reais. Com participação em uma empresa de ônibus e em postos de gasolina. Seu poder no, digamos, transporte alternativo e no PT, cresceu muito na gestão da petista Marta Suplicy, quando ajudou a organizar o serviço de vans.

Seu irmão, Cenival Moura, vereador do PT, criou um sindicato de perueiros. A dupla é aliada política de ninguém menos do que Jilmar Tatto, atual secretário de Transportes da cidade. Tatto é aquele senhor que chegou a acusar a PM de fazer corpo molde durante a greve violenta de parte dos motoristas e cobradores da capital.

O próprio Tatto, e esta é uma informação pública, fez no chamado, digamos, transporte alternativo, perueiros e cooperativas de ônibus, uma espécie de curral eleitoral. A polícia investiga, faz tempo, a infiltração do PCC no setor. O dinheiro para a aquisição de veículos de algumas cooperativas teria origem na organização criminosa.

Jilmar Tatto disse que as relações com seu notório aliado são apenas “institucionais”. A propósito, o secretário já forneceu à polícia a lista das empresas e cooperativas que prestam serviços à prefeitura? É com essa gente que Fernando Haddad, o homem novo, administra a cidade de São Paulo. Isso ajuda a explicar muita coisa.