Máfia das próteses é cruel e desumana

  • Por Jovem Pan
  • 07/01/2015 18h38

Pergunta: Nêumanne, em que vão dar as investigações a respeito da máfia das próteses?

Resposta: No último domingo o programa semanal Fantástico, da rede Globo, deu com grande estardalhaço a notícia da existência de uma máfia de próteses. Mais do que próteses, operações que são feitas sem necessidade, próteses vagabundas que são compradas como se fossem as mais sofisticadas do mercado e instaladas em pacientes, pacientes que recebem proteses que não precisavam.

Ocorre que isso tudo já foi publicado pela revista Veja há algum tempo, a denúncia foi feita. Agora que deu no Fantástico, sua excelência, o ministro da Justiça José Eduardo Cardozo convocou o ministro da Saúde, Arthur Chioro e foram todos pra frente das cameras de TV: “[;;;], que vai botar pra quebrar, que vai mandar prender os bandidos da máfia das proteses.

Essa máfia é uma máfia cruel, desumana, ela lida com a vida, com as fragilidades, com as deficiências de pessoas, muitas vezes pessoas pobres. Mas aí não interessa a renda, né? O que interessa é a safadeza de um canalha que ganha dinheiro colocando na pena de alguém ou no braço de alguém, seja onde for, proteses que não valem nada ou operando doenças que a pessoa não tem.

É claro que o Ministério da Justiça já deveria estar atuando nisso, uma vez que é de conhecimento geral há pelo menos um mês ou mais. Quer dizer, como apareceu no Fantástico, como não é Veja, que é considerada uma publicação inimiga do PT e do governo, agora os ministérios estão se reunindo para combater.

Bom até agora nós não vimos nada deste tipo dar resultado, mas nós todos pedimos a Deus, nosso senhor, que isso aconteça agora. Que esses bandidos, esses canalhas que fazem esse tipo de coisa sejam, afinal, identificados e punidos na forma da lei.

É uma pena que não tenham tomada essa iniciativa na época que a Veja deu a matéria e também que se faça de conta que é uma grande novidade, que foi descoberta a América de bicicleta, como se diz lá em Campina Grande.