Marina se comporta como cabo eleitoral do PT

  • Por Jovem Pan
  • 08/05/2014 11h20

Reinaldo, por que você diz que Marina Silva se comportou como cabo eleitoral do PT?

Vou explicar. Olá internautas e amigos da Jovem Pan.

Não há coisa mais cretina do que a soberba, e pior quando parte de alguém que faz uma espécie de profissão de fé na humildade e que a exerce com tal voracidade que chega a ser concupiscente. Eis Marina Silva, candidata à vice na chapa de Eduardo Campos e também líder da Rede, o partido inexistente mais arrogante do ocidente.

Marina concede uma entrevista à Folha que está na edição desta quinta, e lá está o título da página: “PSDB de Aécio tem o cheiro da derrota no segundo turno”. Não é um exagero nem uma simplificação, ela realmente disse isso.

Em que medida é um movimento combinado com Campos? Não se sabe, quando se trata de Marina nunca se sabe. Parece-me no entanto que desta feita ela pode estar obedecendo a uma estratégia conjunta, a tal lógica da diferenciação.

Só para esclarecer, por que falo em soberba? Em primeiro lugar, porque não me parece que seja a hora de dois candidatos de oposição resolverem se enfrentar. Há cinco meses inteiros até a eleição. Nas condições atuais, Dilma venceria no primeiro turno.

Basta pensar: “E se Aécio Neves responde na mesma moeda, acontece o quê?”. Os petistas aplaudirão o bate-boca de pé. Essa tontice de Marina tem um “Q” de desonestidade intelectual e política porque parte da certeza de que aquele que foi atacado não via responder. E acho, se querem saber, que não deve mesmo.

Em segundo lugar, Marina é soberba porque parte do princípio de que ninguém ocupa sua altitude moral. E ela pode então ser juíza do processo político e sair por aí a julgar os vivos e os mortos. Tenham paciência.

A Folha publica um texto sobre a entrevista e há endereço para um vídeo, não assisti. Mas suponha que se Marina tivesse dito algo de relevante, além do ataque à outra candidatura de oposição, o jornal teria aproveitado um texto de mais de cinco mil toques. Se não está ali é porque não há.

Segundo Marina, Eduardo Campos é diferente de Aécio Neves. É certo que sim, em que? Ela exemplifica: “Ambos divergem sobre a maioridade penal”. Pois é, isso nem chega a ser exatamente verdadeiro, a proposta do PSDB mantém a dita cuja em 18 anos, mas abre a possibilidade de a Justiça considerar exceções no caso de crimes hediondos. E pronto, aí está a diferença.

Assim, segundo fiquei sabendo em São Paulo, a chefe da Rede tende a apoiar o radicalíssimo Psol, que vai ter como candidato Vladimir Safatli. Aí estão as suas afinidades, é mesmo uma pessoa diferenciada.

A Folha informa que antes da entrevista ela passou beterraba nos lábios porque tem alergia a batom. O mundo é estranho, eu sou alérgico a gergelim. E ela também nega que tenha falado diretamente com Deus, como andou espalhando o presidente Lula. O Altíssimo, parece, teria se manifestado diretamente no seu coração, segundo ela disse.

Não deixa de ser um privilégio, não é mesmo? De que só desfrutam os muito humildes,  como Marina Silva.