Mendoza chama atenção pelos vinhos e pela aventura

  • Por Jovem Pan
  • 28/07/2015 20h08
Mendoza

Olá ouvintes, meu nome é Silvio Cioffi e o assunto de Minuto Turismo é a argentina Mendoza, cidade que dista 380 km de Santiago e 1050 km de Buenos Aires.

Encostada na cordilheira dos Andes, com suas montanhas que têm entre 900 m e 1.800 m –algumas estão permanentemente cobertas de neve–, curiosamente Mendoza fica numa região onde praticamente não chove.

Assim que a água, abundante, chega a bela cidade em pequenos canais de pedra que descem das montanhas, os “riegos”, e mesmo na imensa praça central, a praça da Independência, há alguns deles.

O “terroir” — incluindo aí o solo pedregoso, a amplitude de temperaturas que são baixas pela madrugada e ensolaradas ao longo do dia–, além da possibilidade de controlar tecnologicamente, por gotejamento, exatamente quanta água se quer nas videiras, transformaram, nas últimas décadas, Mendoza na produtora do vinho argentino de qualidade internacional.

A cidade tem 1.200 bodegas e concentra 70% da produção vitivinicola na Argentina.

Muitas das adegas são visitáveis, caso das propriedades modernas controladas pela famílias Catena ou Zuccardi e, também, das adegas do grupo holandês Satentein.

Dentro da vinícola La Rural, o museu San Felipe conta um pouco da história do vinho local, que remonta às videiras trazidas da Espanha por Pedro de Castillho em 1561.

A indústria foi no entanto totalmente modernizadas em meados da década de 1980 por Nicolás Catena, que trouxe novas técnicas de cultivo e vinificação.

Além do vinho, não faltam ao turismo enogastronômico de Mendoza os assados de carne e de cabrito, os legumes produzidos localmente, as típicas empanadas e os pratos que denunciam a colonização por imigrantes vindos da Espanha e da Itália.

Dependendo da época, a região vira palco de diferentes esportes radicais: caso do rafting, das escaladas e tirolesas, do trekking, dos passeios de mountain bike do verão ou das cavalgadas na neve agora nesta época do ano.

E você, vai radicalizar na boa mesa ou no turismo de aventura?