Nova crise dos mísseis entre EUA e Rússia?

  • Por Jovem Pan
  • 10/04/2017 10h59
VIL14 - VILNA (LITUANIA), 04/08/2016. - Vista de un mural de grafiti del artista lituano Mindaugas Bonanu hoy, jueves 4 de agosto de 2016, que representa al candidato presidencial republicano de EE.UU. Donald Trump (d) besar el presidente ruso Vladimir Putin (i) en la pared de un restaurante de barbacoa Keule Ruke, en Vilna (Lituania). EFE/VALDA KALNINAGrafite em mural na Lituânia mostra Donald Trump beijando Vladimir Putin

Há uma nova crise dos mísseis?

O termo lembra a grande crise de mísseis nucleares em 1962, quando os americanos descobriram que os soviéticos estavam instalando mísseis em Cuba. Isso deflagrou crise que poderia acabar em uma hecatombe nuclear.

Após dias muito tensos de negociação, os dois países chegaram a um acordo: a retirada de mísseis de Cuba, da Turquia, e promessa de não invasão americana da ilha do Caribe.

Agora temos essa nova crise em função dos disparos dos mísseis do Trump contra a Síria, aliada do Putin.

Os mísseis não tiveram um grande efeito prático na Síria e Assad voltou a jogar bombas contra a população civil.

Os mísseis contra Assad, porém, danificaram as relações entre EUA e Rússia. Até que ponto essa crise vai chegar? Não estamos novamente em 1962, mas é uma crise complicada e um erro de cálculo pode levar a uma escalada imprevisível.

Surpreendentemente, os americanos estão jogando duro e a lua de mel de Trump com Putin acabou rapidamente. Por outro lado, Putin incrementou o apoio a Assad.

Há uma guerra de palavras. Teremos mais sinais na quarta-feira, quando o secretário americano Rex Tillerson estará em Moscou.

É um momento muito tenso e o medo de que uma nova “crise dos mísseis” leve a uma escalada perigosa entre duas potências nucleares.