Números do Datafolha e do Ibope mostram equilíbrio na corrida pelo Planalto

  • Por Jovem Pan
  • 16/10/2014 11h05

Reinaldo, tudo segue igual no Ibope e no Datafolha. Como você analisa os números?

Tão logo vieram a público os números de Datafolha e Ibope, teve início uma intensa plantação dos “spin doctors” do PT para vender a ideia de que o resultado é ruim para Aécio Neves e bom para Dilma, embora ela esteja atrás, O que é um spin doctor,  ouvinte? É gente especializada “engravidar” pessoas pelo ouvido, em passar adiante a sua versão, em manipular a opinião alheia…

Mas vamos aos números: se a eleição fosse hoje, segundo o Ibope e o Datafolha, Aécio Neves teria 51% dos votos válidos, contra 49% de Dilma Rousseff. Tudo como na semana passada. Nos dois institutos, o tucano variou de 46% para 45% e Dilma de 44% para 43%.

Pois bem… o resultado seria ruim para Aécio porque foi a semana que ele obteve o apoio de Marina Silva e de Renata Campos. Bobagem! O eleitorado de Marina já havia migrado em sua maior parte, o efeito Renata Campos, se houver, ainda vai aparecer. O ponto absolutamente não é esse. Na semana em que o PT submeteu à Aécio uma impressionante pancadaria, ele resistiu. E se a eleição fosse hoje, provavelmente venceria a disputa. Até então, ele não havia passado por essa saraivada.

No Datafolha ele leva uma ligeira vantagem nos dados, digamos, laterais. O índice dos que dizem que votarão com certeza em cada um dos candidatos é o mesmo: 42%. Ocorre que 18% dizem que podem votar em Aécio, contra 15% que afirmam o mesmo sobre Dilma. A rejeição a ela é ligeiramente maior do que a dele: 42% a 38%. Sim, tudo está na margem de erro, mas é muito provável que a situação seja favorável ao tucano.

É claro que a campanha não acabou e muita coisa ainda vem por aí. O PT já investiu contra FHC, já investiu contra o governo de Minas, já tentou provocar uma guerra do Nordeste contra o Sudeste… Até agora, sem efeito nenhum, tudo continua na mesma.

Outro elemento pode contar em favor do tucano, mas aí não se trata de ciência, de lógica, de nada, apenas de fatos informados pela história, que podem ou não se repetir: petistas têm sempre menos votos do que lhes conferem as pesquisas, e tucanos, sempre mais. A gente viu que isso no primeiro turno se deu de forma, digamos, dramática para os institutos.

Por que tem sido assim? Por causa da patrulha que os “companheiros” exercem na rua, na chuva, na fazenda, numa casinha de sapé ou nas redes sociais. Por incrível que pareça, existe um voto antipetista que tem medo de dizer seu nome.