O que Zuma, Cameron, Merkel, Obama e Dilma têm em comum?
O que existe em comum entre os seguintes dirigentes? Jacob Zuma, presidente da Africa do Sul; David Cameron, primeiro-ministro da Grã-Bretanha; Angela Merkel, primeira-ministra da Alemanha; Barack Obama, presidente dos Estados Unidos, e Dilma Rousseff?
Bem, talvez por falta de pauta mais interessante para o feriado da Páscoa, a agência Bloomberg resolveu embrulhar este quinteto em uma reportagem sobre líderes acuados de cinco países. Discutível o critério, mas vamos no embalo da Bloomberg. Para a agência, são dias de desafio para líderes de cinco países que ela define como proeminentes.
São dias de escândalos, turbulência econômicas, legado manchado ou simplesmente futuro incerto. Claro que os cinco enfrentam problemas radicalmente diferentes, mas estão em busca de um pouco de alívio dos desafios, a destacar uma população azeda com o rumo das coisas.
Vou poupar o ouvinte de detalhes sobre dois dos dirigentes, os europeus Cameron e Merkel. Vale comentar a avaliação de Jacob Zuma, por dirigir um país emergente e democrático, o que permite paralelos com o Brasil. E obviamente não me furto a falar do nosso familiar Barack Obama.
Pois bem, sobre Zuma: pela primeira vez, o presidente sul-africano enfrenta uma real ameaça ao seu poder com o escândalo que gira em torno dos seus laços nebulosos com uma poderosa família de empresários. Mesmo dentro do partido governista, o Congresso Nacional Africano, existem vozes clamando pela renúncia de Zuma.
O presidente é uma raposa ao estilo Lula. Resta saber se sobrevive politicamente com sua esperteza. Na avaliação da Bloomberg, o melhor desfecho para Zuma será consolidar seu poder no partido, expurgar os amotinados e escolher o sucessor em 2019. E o pior desfecho? Ser alijado nos próximos meses e ainda por cima ver a restauração de velhas acusações de corrupção.
Sobre Barack Obama, no final do segundo mandato, o presidente americano está acuado por uma campanha presidencial simplesmente bizarra com a ascensão de Donald Trump e os sinais flagrantes de um eleitorado enraivecido. O melhor desfecho para Obama será passar a chave da Casa Branca para Hillary Clinton, e assim assegurar o seu legado. O pior? Trump vence. Um desastre para Obama.
E vamos fechar com ela, Dilma Rousseff. Para a Bloomberg, a crise do seu governo chegou a um ponto simplesmente de frenesi. São as acusações de obstrução de justiça pelo lance de tentar colocar Lula na chefia da Casa Civil e os trâmites de impeachment em curso na Câmara dos Deputados.
E qual seria o melhor desfecho para Dilma? Na avaliação da Bloomberg, empurrar com a barriga até completar o segundo mandato em 2018. E o pior? A Bloomberg menciona dois fatores: violência nas ruas e a possibilidade de impeachment levá-la a renunciar nas próximas semanas.
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