Pelé é vítima de frase retirada do contexto; ouça

  • Por Jovem Pan
  • 08/04/2014 18h37
SÃO PAULO, SP, 07.04.2014: PELÉ/DIAMENTE/SP- Pelé durante evento no hotel Tivoli, na Alameda Santos, no bairro de Cerqueira César. O ex-jogador participou de projeto para a comercialização de 1283 diamantes criados a partir de mechas de seu cabelo, que simboliza o número de gols ao longo de sua carreira. (Foto: Marco Ambrosio/Folhapress)Pelé diz confiar em "jeitinho" brasileiro na Copa de 2014

Pelé está precisando da compreensão dos seus fãs do Brasil, diz Joseval Peixoto, comentarista Jovem Pan.

Em mais uma palavra infeliz do Rei do Futebol, disse que o serviço dos aeroportos é muito ruim e pode prejudicar a imagem do Brasil na Copa e nas Olimpíadas.

Chegou a dizer que um acidente na construção de um estádio não assusta turista e isso seria normal. Mas ele foi mal interpretado e essa frase isolada está gerando problemas.

“Nós chegamos anteontem de viagem e estava o caos no aeroporto, um caos faltando dois meses para a Copa. Esta é a minha preocupação: que a gente estrague essa oportunidade que o País tem porque logo vem a Olimpíada. Temos essa oportunidade de mostrar um país grande, crescer e ainda as coisas não estão prontas. O que aconteceu no Itaquerão, né, o acidente, isso é normal, é coisa da vida, pode acontecer, foi um acidente, isso aí eu não acredito que assusta”, disse Pelé.

Quando ele falou que um acidente não assusta turista, que isso é normal, estão querendo dizer que ele falou que é normal a morte de um operário na construção de um estádio.

“É curioso como se separam, se sseccionam os atos humanos e as palavras e se é possível condenar uma pessoa poe essr isolamento do ato ou da palavra”, diz Joseval.

Albert Camus, no livro “O Estrangeiro”, descreve a “insensibilidade” de Meursault. Ele viajou a noite inteira para ir ao sepultamento de sua mãe e, quando chegou, havia uma lanchonete. Meursault comprou um lanche enquanto observava sua mãe sendo velada.

Depois, ele viria a cometer um crime. Depois, no tribunal, foi usado o sanduiche como agravante para o crime.

Santo Agostinho disse: “Me dê uma palavra isolada e eu condeno o homem”.