Perspectiva de Dilma perder eleição anima o mercado

  • Por Jovem Pan
  • 28/03/2014 11h17

Reinaldo, você vive dizendo que a economia é, antes de tudo, política. Quer dizer que  a perspectiva de Dilma ser derrotada animou os mercados?

Sim, e como. Já não há a menor dúvida, hoje temos um governo que atrapalha a economia. Olá amigos e ouvintes da Jovem Pan.

Bastou o Ibope mostrar a queda de popularidade do governo Dilma, o que obviamente acena para a possibilidade de ela ser derrotada nas eleições de Outubro, e os indicadores econômicos melhoraram substancialmente. O Ibovespa se animou muito ao descobrir que tanto a popularidade da presidente como a aprovação ao seu governo haviam caído. O pregão fechou aos 49.646 pontos, com alta de 3,5% e um volume negociado de 10,3 bilhões de reais. A média diária tem sido de 6 bilhões de reais. As ações da Petrobras também subiram mais de 8%. Vejam que coisa, a possibilidade de Dilma deixar o poder anima o país.

Na semana passada as ações das estatais já haviam se valorizado, porque circulou o forte boato de que a pesquisa Ibope mostraria uma queda nas intenções de voto de Dilma. Essa queda não se verificou. A pesquisa desta quinta, que é só de avaliação do governo e do desempenho pessoal da presidente, trouxe essa perspectiva.

As ações sem direito a voto da Eletrobras tiveram valorização de 9,84%, a maior alta ada Ibovespa. As preferenciais subiram 3,51%. As ações ordinárias do Banco do Brasil tiveram ganho de 6,63%. As preferenciais da Petrobras subiram 8,13%, a terceira maior alta do pregão. As ordinárias avançaram 7,55%.

A conclusão é inescapável: hoje uma das coisas que fazem mal à economia do país é a possibilidade de Dilma vencer a disputa presidencial. Não custa lembrar que no encontro com empresários há alguns dias, Lula tentou fazer terrorismo eleitoral afirmando que a vitória da oposição traria instabilidade. É justamente o contrário, o nome da instabilidade é Dilma Rousseff, do PT.

Também o dólar recuou e fechou a 2,266 reais, a menor cotação desde o dia 04 de Novembro do ano passado. Jeferson Luís Rudique, operador de câmbio da corretora Correparte, sintetizou bem a questão. A interpretação por parte do mercado é de que um governo de oposição gerenciaria melhor as contas públicas brasileiras e a sua economia.

Atenção leitores, em outros tempos o anúncio que se conseguiram as assinaturas para uma CPI da Petrobras faria com que as ações da empresa despencassem. De tal sorte a credibilidade da maior estatal brasileira foi arranhada pela gestão desastrosa do PT, que desta vez ocorreu o contrário.

Um dos argumentos do governo para tentar impedir a instalação da comissão era os eventuais prejuízos que poderiam vir. Como se nota, a CPI hoje faz bem à empresa.