Pingo Final: Ibope – Em SP e Rio, candidatos do PRB, ligado à Igreja Universal, estão na liderança

  • Por Reinaldo Azevedo/Jovem Pan
  • 24/08/2016 11h52
O candidato ao cargo de governador do Rio de Janeiro, classificado para o 2º turno, Marcelo Crivella (PRB, fala à imprensa (Fernando Frazão/Agência Brasil)Marcelo Crivella em 2014 - ABR

Pois é… Quem deve estar sentindo certo frisson é a Igreja Universal do Reino de Deus, à qual é ligada a cúpula do PRB. Nos meios políticos, a legenda é conhecida como “o partido do Edir Macedo”. Por que digo isso?

Pesquisa Ibope/Rede Globo divulgada nesta terça-feira aponta Celso Russomanno, que pertence à legenda, numa folgada liderança na disputa pela Prefeitura de São Paulo, com uma vantagem ainda maior do que lhe atribuiu o Datafolha (26%) há pouco mais de um mês. Se a eleição fosse hoje, o Ibope diz que ele teria 33% das intenções de voto — com margem de erro de três pontos para mais ou para menos.

No Rio, o senador Marcelo Crivella, também do partido, bispo da Universal e sobrinho de Macedo, está na frente, com 27% das intenções de voto.

De volta a SP
Disputaria o segundo turno com Russomanno em São Paulo a senadora Marta Suplicy, do PMDB, que aparece com 17% — tinha 16% no outro instituto. Em terceiro lugar, há um triplo empate, com 9%: Fernando Haddad (PT), João Doria (PSDB) e Luíza Erundina (PSOL). Major Olímpio (SD) marcou 2%.

A avaliação que fazem os paulistas da gestão Haddad explica o seu fraco desempenho. Nada menos de 76% dizem desaprovar seu modo de governar a cidade, contra apenas 19% que aprovam. Sua gestão é ótima ou boa para apenas 13%; 30% dizem ser regular, e nada menos de 57% a tem como “ruim ou péssima”.

De volta ao Rio
Se a eleição fosse hoje, provavelmente disputaria o segundo turno com Crivella, no Rio, Marcelo Freixo, no nanico PSOL, que está com 12%, embora haja, na verdade, dados os três pontos da margem de erro, também um triplo empate: Flávio Bolsonaro (PSC) tem 11%, e Jandira Feghali (PCdoB) e Pedro Paulo (PMDB) aparecem com 6%.

Muito cedo
É claro que haverá muita porfia ainda pela frente. Em São Paulo, dada a forte coligação, o tucano Doria tende a crescer. O PT está combalido, sim, mas Haddad tem a máquina na mão. No Rio, Pedro Paulo ainda tem a ganhar na proximidade com o prefeito Eduardo Paes (PMDB).

A avaliação que se faz da gestão do prefeito não é um espetáculo, mas ele está em situação bem mais confortável do que Haddad na capital paulista: 27% consideram sua gestão ótima ou boa; 40% dizem ser regular, e 32% afirmam ser ruim ou péssima.

Rejeições
Nas duas cidades, a rejeição aos nomes eleitoralmente viáveis é igualmente alta. Haddad lidera em São Paulo, com 52%, seguido de Marta, com 35%. Erundina aparece com 25%, e Russomanno, com 24%. É evidente que a situação do candidato do PRB é bem mais tranquila até aqui.

No Rio, Crivella e Jandira estão na ponta do ranking que ninguém quer liderar, com 35%. Pedro Paulo vem depois, com 33%, seguido de Flávio Bolsonaro (31%) e Marcelo Freixo (25%).

Num segundo turno, a rejeição pode ser tão importante como a aprovação. De modo, a meu ver, incompreensível, o instituto não fez simulações de segundo turno.