Pingo Final: ou PT inclui partidos da base ou haverá rebelião

  • Por Jovem Pan
  • 25/02/2015 11h17
MIchel Temer 050111

Meu pingo final vai para o PMDB. Segundo informa a Folha, Michel Temer, vice-presidente da República, telefonou para Dilma nesta terça e alertou: ou o Planalto inclui o partido nas decisões de governo ou haverá, como direi?, rebelião das bases. E ele não poderá garantir a fidelidade dos seus, vá lá, ex-comandados.

O PMDB tem sete ministérios. Boa parte dos peemedebistas considera que ou são irrelevantes ou que as escolhas são da cota pessoal de Dilma, não da legenda. Assim, um dia depois do jantar no Palácio do Jaburu, que reuniu a equipe econômica, Aloísio Mercadante, da Casa Civil, os ministros do partido e os respectivos presidentes da Câmara e do Senado, Eduardo Cunha e Renan Calheiros, o PMDB continua em pé de guerra.

No encontro, algo de estranho já havia acontecido, segundo o observador. Cunha, que o Planalto tinha como principal inimigo até anteontem, pareceu bem mais entusiasmado com o apoio ao governo do que outros caciques. Renan, quem diria, foi o mais duro ao falar com a imprensa. Disse: “O PMDB quer dar um fundamento à coalisão, quer participar da definição das políticas públicas.”

Essa coalisão é capenga, porque o PMDB, que é o maior partido, não cumpre o seu papel. Dilma está mais preocupada com o PDMB do que com os caminhoneiros. Estes ficarão em seu calcanhar por tempo limitado. Os peemedebistas, na melhor das hipóteses, até 2018. E esta é, insisto, apenas a melhor das hipóteses.