Pingo Final: Personagem volta ao centro do escândalo do Petrolão

  • Por Jovem Pan
  • 03/02/2015 15h41

Meu pingo final vai para uma personagem que volta ao centro do escândalo do Petrolão. Segundo informa o jornal O Globo, Augusto Ribeiro de Mendonça Neto, dono da Toyo Setal e um dos delatores do esquema, entregou à Polícia Federal contratos e notas fiscais que comprovariam o pagamento de propina ao ex-diretor de serviços da Petrobras Renato Duque, apontado como operador do PT no esquema de corrupção.

Muito bem! Segundo Paulo Roberto Costa, Duque era o homem do partido na Petrobras. Ele foi indicado para o cargo, como é sabido, por José Dirceu. Um subordinado seu, Pedro Barusco, também ligado ao PT, aceitou devolver nada menos de US$ 97 milhões depositados em contas no exterior. O dinheiro estava lá parado, não estava investido em lugar nenhum. É preciso ser muito crédulo para considerar que um funcionário de escalão intermediário, com poder de decisão muito limitado, conseguiria amealhar em propina US$ 97 milhões, deixando dinheiro congelado em contas secretas.

Segundo Mendonça Neto, o pagamento a Duque era feito por intermédio de contratos de serviços e consultorias fictícios realizados por um grupo de empresas que só existia no papel. Somaram entre 2009 e 2012, R$ 40 milhões.

Duque pode ser o homem chave para entender o que está em curso. Sendo quem eram, será que ele e Barusco, seu subordinado, estavam apenas de olho no enriquecimento pessoal? A minha hipótese é que essas duas personagens nos remetem para o centro da questão: o Petrolão é uma roubalheira sim, mas que sempre teve um eixo, a política.