Planalto é mão que balança berço da baderna

  • Por Jovem Pan
  • 09/05/2014 11h58

Reinaldo, por que você diz que o Planalto é a mão que balança o berço da baderna?

Explico. Quase 500 ônibus depredados no Rio de Janeiro, é o saldo de uma ação organizada por uma ala dissidente do Sindicato dos Motoristas e Cobradores de Ônibus, liderada por um sujeito ligado a um tal PEN, o Partido Ecológico Nacional, seja lá o que isso signifique.

O movimento contou com o apoio dos black blocs, de partidos de extrema esquerda e de outros desocupados da cidade. Cuja tarefa é, na sua cabeça perturbada ao menos, libertar os oprimidos. Não sem antes transformar a sua vida num inferno.

É claro que se trata de uma manipulação política absurda, escancarada, arreganhada, sem medo de parecer o que é. A confusão é do interesse e do objetivo do deputado Antonhy Garotinho, pré-candidato ao governo do Rio. Ainda que ele possa dizer que não comanda as vontades de seu aliado.

Por sua vez, extremistas de esquerda sempre acharam, é histórico, que o caos é seu aliado. É assim que eles entendem a política e não há muito o que fazer a respeito. A teoria revolucionária leninista avalia que esses movimentos, que a turma chama de disruptivos, fazem avançar a luta. O nome disso? É claro que é impunidade.

Atenção, algo da mesma natureza aconteceu em São Paulo, ficando apenas alguns graus abaixo do que se viu no Rio. O MST, Movimento dos Sem Terra, e o MTST, Movimentos  dos Trabalhadores Sem Teto, promoveram a invasão e a pichação da sede de empreiteiras em São Paulo. Tudo com a brutalidade de sempre.

E o que fez a presidente Dilma, que estava na capital paulista para inaugurar o inacabado Itaquerão? Ora, marcou um papinho com os líderes da baderna. Se para falar com a presidente, ou é preciso ser magnata, ou é preciso sair botando pra quebrar, então porque não botar pra quebrar?

Já deu certo com o MST em Brasília e agora em São Paulo, em companhia dos, se dizentes, sem teto, que sem teto não são. Se o crime passa a compensar e a ser uma forma de chegar perto da presidente da República, apresentando-lhe pessoalmente as reivindicações, é claro que se tornará um método consagrado de ação política.

Na segunda-feira está previsto o início de mais uma greve política, aí sob o comando inequívoco do Psol. Dos professores da rede municipal e estadual do Rio. Acusam de forma confusa o não cumprimento de acordos firmados pelo Estado e pela prefeitura. Ainda voltarei a este assunto, mas fica claro que estão forçando a barra por que o período, às vésperas da Copa do Mundo, é convidativo.

Dilma não vai falar com eles também? E se saírem por aí quebrando e pichando tudo? Aí rola um papinho? Aí rola uma “DR”?