Políticos querem “separar joio do trigo” e anistiar caixa 2 no discurso

  • Por Jovem Pan
  • 12/12/2016 11h11
Brasília - O presidente interino Michel Temer durante cerimônia de posse aos novos ministros de seu governo, no Palácio do Planalto. À esquerda, o senador Aécio Neves (Marcello Casal Jr/Agência Brasil)Aécio Neves e Michel Temer - PSDB e PMDB - ABR

Foi com uma reunião de emergência e várias conversas ao longo do fim de semana que o governo reagiu à delação de um executivo da Odebrecht, que implicou o presidente Michel Temer, boa parte da alta cúpula do PMDB e nomes importantes da base aliada, como do PSDB. Haverá ainda uma reunião entre Temer e o presidente do PSDB, senador Aécio Neves.

A resposta do governo é dar respostas na área econômica. Os componentes do Planalto admitem uma demora muito grande na recuperação da economia e dizem que não podem ficar reféns da Lava Jato.

Com as delações que começam a vir à tona (e foi apenas de um dos 77 executivos da empreiteira), o discurso dos governistas será o de “separar o joio do trigo” – o que é o enriquecimento das pessoas – citando Antonio Palocci e outros personagens que fizeram fortuna, por exemplo, e o que é caixa dois, que segundo eles é fruto de “quem financia a democracia”.

Empreiteiras e bancos bancavam as eleições até pouco tempo atrás e isso era da cultura política e largamente aceito e praticado. 

Esse discurso representa, na prática, a anistia que eles não conseguiram aprovar ao caixa dois. Tais argumentos vêm de várias fontes de vários partidos.

Até poque foram 50 políticos citados apenas nessa primeira delação da Odebrecht.

Resta saber se essa “anistia moral” no discurso vai ser aceita pela população, que ainda demonstra muita indignação.