Prisão de Cunha não tira otimismo governista por aprovação de PEC

  • Por Jovem Pan
  • 21/10/2016 11h55
Brasília, DF, Brasil: O Presidente interino, Michel Temer, recebe, em seu gabinete, os presidentes do Senado, Renan Calheiros, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, e o líder do governo na Câmara, André Moura. (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)Michel Temer e Rodrigo Maia - ABR

A colunista Jovem Pan Vera Magalhães conversou com o ministro Geddel Vieira Lima (Secretaria de Governo), assessores do Palácio do Planalto e o presidente da Câmara Rodrigo Maia (DEM-RJ), na manhã desta sexta-feira (21).

Otimistas, eles dizem que nem feriado nem prisão de Eduardo Cunha (PMDB) vai impedir que o governo aprove em segundo turno na Câmara a PEC que limita os gastos públicos por 20 anos.

Os governistas veem quórum garantido, deputados mobilizados e acreditam que base não vai se abalar com a possibilidade de delação do ex-presidente da Câmara.

Entretanto, em vez de torcerem por um placar superior à votação no primeiro turno, quando 366 deputados aprovaram a PEC, os aliados de Temer já se contentam com um patamar mais humilde e garantem apenas os 308 necessários para que a Proposta de Emenda Constitucional passe de vez pela Câmara e siga para o Senado.

Jantar

Acontece na segunda-feira (24) jantar na residência oficial da Presidência da Câmara, Rodrigo Maia.

Eles querem mostrar descontração, como se não se preocupassem com potencial de eventual delação de Cunha.

O ministro Geddel disse que Cunha demonstrou sua influência no placar de sua cassação.

Delação?

Eduardo Cunha contratou o advogado Marlus Arns de Oliveira, que já intermediou acordos de delação para executivos da Camargo Corrêa e outras empreiteiras.

Vera Magalhães também corrige informação e explica que não houve busca e apreensão na casa de Cunha. A Polícia Federal tinha ordem apenas de entrar na casa do ex-deputado para prendê-lo.

Desta feita, os rascunhos do suposto livro que Cunha estaria escrevendo ainda estão a salvo da força-tarefa da Lava Jato.