PSB se junta ao PSDB em São Paulo; entenda

  • Por Jovem Pan
  • 20/06/2014 11h52

Reinaldo, então há uma reviravolta na composição da chapa tucana na disputa pelo governo de São Paulo?

Tudo indica que sim. A Folha informa na edição desta sexta que o PSDB, de Geraldo Alckmin, fechou um acordo com o PSB. Segundo esse entendimento, o partido comandando pelo presidenciável Eduardo Campos vai ter o lugar de vice-governador na chapa liderada pelo tucano. Caso se confirme, é uma reviravolta e tanto. Até Marina Silva desembarcar no PSB, dava-se como certo que o posto seria mesmo do partido. Mas a chefona da Rede dinamitou o acordo. A seção paulista da legenda, no entanto, nunca engoliu o veto. Teve início, então, uma aproximação entre os tucanos e o PSD de Gilberto Kassab, que avançou bastante.

Até a semana passada, o ex-prefeito considerava o entendimento com os tucanos muito provável ― chegava a dizer que, numa escala de zero a dez, a possibilidade estava perto de nove. Ainda ontem à noite, havia quem dissesse que a aliança não estava descartada. A se confirmar a chapa PSDB-PSB, a questão é saber o que restaria para Kassab negociar.

Uma aliança entre o governador e o ex-prefeito, que chegaram a se desentender para valer durante a formação do PSD, era bem vista por muitos tucanos ― até porque a legenda tem um tempo considerável na TV. Mas há a ala dos que não querem nem ouvir falar porque veem em Kassab um político hábil e, como é evidente, ambicioso ― como todos, diga-se. Ocorre que, na condição de vice-governador de um titular que não pode mais se reeleger, seria considerado um candidato natural à sucessão ― e no comando de uma legenda de tamanho bastante razoável. Hoje o PSD quarto partido da Câmara; está atrás dos tucanos por um deputado apenas.

Confirmada a chapa com o PSDB, resta saber o que vai fazer Kassab. Uma das possibilidades é a composição com o PMDB, que tem como candidato Paulo Skaf, segundo colocado nas pesquisas eleitorais, transitando na faixa dos 20%. O PSD soma um tempo razoável na TV. O ex-prefeito comentava na semana passada que, se o acordo com os tucanos naufragasse, o caminho natural seria mesmo a composição com Skaf.

Vamos ver. Por enquanto ao menos, Alckmin terá dois presidenciáveis em seu palanque. Ele próprio só poderá estar em um deles ― no do tucano Aécio Neves. Mas é certo que terá, quando menos, de ser simpático a Campos.