PSDB quer que Lobão explique venda ativos da Petrobras na África

  • Por Jovem Pan
  • 05/05/2014 11h46

Reinaldo, a liderança do PSDB na Câmara anuncia que vai cobrar explicações do ministro das Minas e Energia, Edson Lobão. Por que, hein?

Para que a Petrobras explique a venda de ativos na África. O líder dos tucanos na Câmara, Antônio Imbashay, que é da Bahia, quer detalhes sabre a venda de poços de petróleo da estatal brasileira no continente africano. Ele também irá solicitar que o Tribunal de Contas da União realize uma auditoria especial sobre a operação.

De acordo com reportagem da Folha de S. Paulo, em 2013, depois da troca de comando da Petrobras, feita pela presidente Dilma Rousseff, o Banco BTG Pactual pagou 1,5 bilhão de dólares para ficar com metade das operações africanas da Petrobras e se tornar sócio da estatal.

Segundo o jornal, os ativos foram avaliados em cerca de 4,5 bilhões de dólares, valor que depois foi diminuído para 3,16 bilhões de dólares. Para o BTG Pactual o negócio foi tão bom que em menos de oito meses começou a recuperar o capital investido e tirou de lá 150 milhões de dólares na forma de dividendos.

Na audiência pública realizada com a presidente da Petrobras, Graça Foster, na última quarta na Câmara, Imbasahy questionou-a sobre a venda dos blocos de produção na Nigéria para o grupo BTG Pactual. No questionamento o líder do PSDB disse que especialistas do setor estimam que o negócio não foi bom para a estatal brasileira e chegam a estimar que a Petrobras poderia ter tido prejuízo nessa operação de pelo menos um bilhão de dólares.

E por falar em Petrobras, outra reportagem da Folha, esta de hoje, informa que a empresa paralisou, por meio de liminares da Justiça, 19 investigações que estavam em curso no Tribunal de Contas da União sobre supostas irregularidades em contratações feitas pela companhia.

Segundo o jornal, investigações sobre contratos bilionários da estatal com suspeita de desvio de recursos estão há mais de sete anos paradas porque o STF não julgou e definitivo nenhum desses processos. A reportagem informa ainda que, desde 1998, a Petrobras vinha fazendo contratações de formas mais simples que a determinada pela Lei de Licitações, baseando-se num decreto daquele ano.

O TCU entendeu que era necessária uma lei específica para que a empresa pudesse contratar sem recorrer à legislação que trata das licitações. E começou a emitir decisões que obrigavam a empresa a seguir as regras da lei de licitações.

Pois é, parece não ter jeito, quando o assunto é Petrobras vale a máxima do matuto: “A cada enxadada, uma minhoca”.