PT não admite que está usando ilegamente verba de fundo partidário; entenda

  • Por Agência Brasil
  • 12/05/2014 10h05

Reinaldo, quer dizer que o PT e o PR estão usando ilegalmente a verba do fundo partidário, que é público, para pagar os advogados dos seus homens enrolados com a lei?

Pois é, o PR, ao menos, admite a ilegalidade, o PT, claro, como sempre, diz que não.  Olá internautas e amigos da Jovem Pan.

Reportagem do Estadão desta segunda informa que o PT e o PR contrataram com verbas do fundo partidário, que é dinheiro público, que é o seu dinheiro, os mesmos advogados que representaram, na esfera privada, seus respectivos mensaleiros e réus acusados nas operações Porto Seguro e Sanguessuga, ambas deflagradas pela Polícia Federal.

O PT repassou 40 mil mensais para os escritórios que defendem José Genoíno e, vejam vocês, Rosemay Noronha. Sim, trata-se da ex-chefe de gabinete da Presidência da República em São Paulo, aquela que era amigona íntima de um certo Luís Inácio Lula da Silva. O que dizem os escritórios? Que prestaram serviços apenas ao partido e que defendem graciosamente os acusados na esfera privada, ou a preços bem baratinhos.

O uso da verba do fundo partidário é disciplinado pelo artigo 44 da lei 9.096, que é a Lei dos Partidos Políticos. E, obviamente, lá não está escrito que as legendas podem pagar advogados para os seus bacanas que estão enrolados com a Justiça.

A reportagem encontrou no papelório do PR três notas fiscais de 42 mil cada, emitidas pelo escritório de Marcelo Luís Ávila Beça. Justamente o advogado que defendeu os mensaleiros Valdemar Costa Neto e o tal Bispo Rodrigues. O partido admitiu que o dinheiro teve mesmo essa finalidade.

Em 2012, 2013, o PT pagou ao escritório Freire e Lopes da Cruz 485 mil em honorários de ações cíveis, conforme 15 notas fiscais apresentadas ao TSE. Em Brasília, essa mesma equipe defende José Genoíno em processos de improbidade administrativa, um desdobramento na área civil do mensalão. O escritório diz que faz apenas uma cortesia no caso de Genoíno.

Quando estourou o escândalo Rosemay Noronha muita gente estranhou o “nomão” do direito que a acompanhava. Mão de obra barata é que não era. Quem atuou na sua defesa foi Luís Goiano de Aguiar, que recebeu ao menos 809 mil reais do PT nos últimos dois anos, dinheiro sempre originário do fundo partidário. Também ele diz que isso nada tem a ver com Rosemary.

E os patriotas ainda vêm falar em financiamento público de campanha. Vejam aí a lambança, os partidos já recebem do Tesouro uma bolada, esse dinheiro tem carimbo. Só pode ser usado na atividade partidária propriamente. Mas que, o PR admite que pagou os honorários dos advogados que defenderam seus mensaleiros, o PT, como sempre, nega de pés juntos. E seus contratados também.

Seria tudo uma coincidência. O partido usa dinheiro público para pagar os doutores e estes, corteses e generosos que são, fazem a defesa gratuita dos petistas enrolados com a Justiça. A gente acredita em cada palavra, não é mesmo?