Que separatismo e regulação da mídia se tornem uma piada, antes que viver no Brasil perca a graça

  • Por Jovem Pan
  • 30/10/2014 12h32

O separatismo do Brasil que assolou parte do país, iniciado ainda durante a campanha pelo mau gosto do ex-presidente Lula com o insensato “nós contra eles” começa, felizmente, a arrefecer, a perder força.

E que bom! Até porque essa discussão de separar o país é realmente insensata.

Ataques do Sul contra o Norte, e vice-versa, do Sudeste contra o Nordeste, e vice-versa, que tanto assolou as redes sociais, já está começando a dar espaço ao bom senso da compreensão nacional, da tolerância entre os diferentes.

Porque somos diferentes. Tão diferentes que gostamos de coisas diferentes, vamos para lados diferentes, temos sotaques diferentes, viajamos para lugares diferentes, nos parecemos diferentes e temos gostos musicais diferentes.

E é aí que me apego à vacina brasileira para todos os males que está sendo mais uma vez usada: a piada, a galhofa, a risada.

E rindo do que nos amedronta. O tal e insensato separatismo ganhou nas redes sociais, tal como um viral, uma piada bem à brasileira e usando a música. Dizia o autor que se acaso o Brasil for mesmo ser divido, “me deixem do lado que não toca Funk carioca”.

E antes que você vá tentando dar seriedade à piada com argumentos pseudo-sociais, de manifestação desta ou daquela classe social, lembre-se que os anos 80 e 90 foram pródigos de preconceitos e piadas contra a música sertaneja. O termo “caipira” para classificar o estilo e os músicos do gênero era sempre usado de forma pejorativa.

Passou e o sertanejo, se não uma unanimidade nacional, hoje é aceito e compreendido em toda a sua extensão. Talvez o Funk carioca evolua para isso. Depende do tempo e dos músicos.

O que não pode ser aceito é o desejo do governo Dilma Rousseff, agora de mandato renovado, de instituir o famigerado projeto de “Regulação da Mídia”, um nome pretensamente técnico e até bonito para controlar a imprensa que preserva a liberdade de expressão e denuncia a libertinagem de governos dados ao autoritarismo.

Tão autoritários que podem tirar até a liberdade das pessoas de fazer piadas que arrefecem discussões insanas como a do separatismo.

E aí, não terá graça nenhuma.