Resposta do governo às facções é fraca e não resolve problema

  • Por Jovem Pan
  • 19/01/2017 11h51
NAT10. NATAL (BRASIL), 18/01/2016.- Varias personas observan los restos de un autobús que fue quemado por manifestantes, durante una protesta en contra del traslado de varios internos de la prisión de Alcacuz hoy, miércoles 18 de enero de 2017, en Natal, estado de Río Grande do Norte (Brasil). En esta cárcel murieron 26 personas el pasado fin de semana durante un enfrentamiento entre facciones rivales. EFE/Ney DouglasEFE Restos de ônibus incendiado por manifestante durante protesto contra a transferência de detentos da prisão de Alcaçuz

Analisou-se no Brasil o recurso às forças armadas para fim de polícia. Ao determinar que militares façam peneira dentro de presídios, incumbência de agentes penitenciários, o governo federal ao mesmo tempo desvirtua a função constitucional das armas e desvaloriza as polícias militares estaduais. Ou seja, joga para a galera, oferece pauta para a imprensa, mas não resolve o problema. Ao contrário: cria um.

Para os governadores, no entanto, puxadinhos como esses são maravilhosos, porque transferem à União tanto a responsabilidade em casos de novos massacres, quanto o custo financeiro de resolver o problema.

O tal Plano Nacional de Segurança Pública, apresentado nas coxas na terça-feira, ainda não foi detalhado. Prometeu-se que seria nesta quarta. Não foi. Adia-se. A razão é simples: não há detalhes a serem apresentados porque nada há. Simples assim.

A própria ideia de começar a aplicação de tal plano puxadinho só em 15 de fevereiro pelos Estados do Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul e Sergipe, é explicativo de que o governo federal não consegue ir ao centro do problema.

Fosse sério, tivesse senso de urgência, e seria implantado de partida, com energia, nos Estados que fazem fronteira com Paraguai, Bolívia, Peru, Colômbia e Venezuela. Ou seja: Paraná, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Acre, Amazonas e Roraima, os Estados por onde a droga entra.

Ou o Brasil ocupa com inteligência suas fronteiras, ou logo teremos aqui, com o PCC, um cartel como os mexicanos.