Se cometeu crime, tem que ser preso em qualquer circunstância

  • Por Jovem Pan
  • 22/09/2016 08h53
Guido Mantega

Após a Polícia Federal ter decretado a prisão temporária do ex-ministro Guido Mantega nesta quinta-feira (22), e esta ter sido cumprida no Hospital Albert Einstein, na capital paulista, muito se discute sobre o momento do cumprimento da ação judicial.

No Jornal da Manhã, o comentarista Marco Antonio Villa defendeu a ação da PF: “para mim, não importa a idade, a situação que se encontra. Se cometeu crime, tem que ser preso em qualquer circunstância. Porque, caso o crime tenha ocorrido, quando o cometeu não pensou nas consequências”.

Joseval Peixoto e Thiago Uberreich ponderaram sobre a situação que vive a família, já que a esposa do ex-ministro estava em cirurgia quando ele foi preso no local.

Confira:

Ordens judiciais

A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira (22), a 34ª fase da Operação Lava Jato, batizada de “Arquivo X”. São apuradas as práticas, dentre outros crimes, de corrupção, fraude em licitações, associação criminosa e lavagem de dinheiro. O principal alvo da operação até o momento é o ex-ministro da Fazenda dos governos Lula e Dilma, Guido Mantega, que teve a prisão temporária decretada.

As equipes policiais estão cumprindo 49 ordens judiciais, sendo 33 mandados de busca e apreensão, 08 mandados de prisão temporária e 08 mandados de condução coercitiva.

Aproximadamente 180 policiais federais e 30 auditores fiscais estão cumprindo as determinações judiciais em cidades nos Estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Minas Gerais, Bahia e Distrito Federal.

Arquivo X

A 34ª fase investiga a contratação pela Petrobras de empresas para a construção de duas plataformas (p-67 e P70) para exploração de petróleo no pré-sal, as chamadas Floating Storage Offloanding.

Segundo a Polícia Federal, as empresas associaram-se na forma de consórcio para obtenção de contratos de construção das duas plataformas, mesmo que sem experiência, estrutura ou preparo. A associação ocorreu por meio de fraude do processo de licitação, corrupção de agentes públicos e repasse de recursos a agentes e partidos políticos, que eram responsáveis por indicações de cargos importantes da estatal.

O “X”, segundo a PF, faz referência a um dos grupos empresariais investigados e que tem como marca a colocação e repetição da letra em nomes de pessoas jurídicas integrantes do conglomerado empresarial.