Skaf e Padilha têm muito a lamentar com números de pesquisa em São Paulo

  • Por Jovem Pan
  • 10/09/2014 11h42

Reinaldo, saiu outra pesquisa Ibope para a eleição em São Paulo. Quem comemora ?

Não são nem os partidários do candidato do PMDB, Paulo Skaf, nem os do candidato do PT, Alexandre Padilha. Na verdade estando certos os números, eles tem muito a lamentar. Em uma semana, segundo o instituto, o candidato do PMDB caiu de 23% para 18%; o tucano Geraldo Alckmin oscilou dentro da margem de erro, que é de dois pontos, e passou de 47% para 48%. Alexandre Padilha, do PT, que tinha 7%, aparece agora com 8%. Os demais candidatos somam apenas 3%. Os brancos e nulos são 11%, mesmo índice dos que não sabem em quem votar.

O candidato tucano venceria a disputa no primeiro turno, com 19 pontos de vantagem sobre a soma dos demais. Mesmo assim, o instituto fez uma simulação de segundo turno: Alckmin venceria Skaf por 53% a 26%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-56/2014, foi realizada entre os dias 4 e 9 de setembro e ouviu 2.002 eleitores em 97 municípios.

Se Padilha não conquistou o coração do eleitorado pelo sim, ele o conquistou pelo não. O petista segue sendo o mais rejeitado: 26% dizem que não votariam nele de jeito nenhum. Seu saldo negativo, portanto, é de 18 pontos. Um portento mesmo.

O governo Alckmin segue sendo bem avaliado pelos eleitores: 42% afirmam que sua administração é ótima e boa. Dizem ser regular 35%, e apenas 18% a avaliam como ruim ou péssima.

Tudo o mais constante, José Serra vai tirar Eduardo Suplicy do Senado depois de… VINTE E QUATRO ANOS! Nesse período, ele apresentou o projeto da renda mínima, decorou uma música dos Racionais e já aprendeu a cantar Bob Dylan…

Se a eleição fosse hoje, o tucano seria eleito, com 33% dos votos. O petista aparece com 27%, e Gilberto Kassab, do PSD, com 7%.

Pois é… O PT promete um esforço concentrado em São Paulo em favor da Padilha. A coisa, no entanto, parece difícil para o petista. Skaf resolveu endurecer seu discurso contra Alckmin. A estratégia se mostra contraproducente. A campanha tucana decidiu exibir as suas vinculações políticas, e a sua persona de “não político” disputando um cargo parece ter ido para o brejo.

O resultado não poderia ser pior para Skaf e Padilha. No lugar deles, eu pararia de culpar Alckmin pela seca em São Paulo. Mas, no lugar deles, eu também não ouviria esse meu conselho… Não sei se fui muito sutil. Em suma, o discurso da seca é uma secura de votos.