Temer aposta na narrativa de que é vítima de armação

  • Por Jovem Pan
  • 20/05/2017 16h36
-FOTODELDIA- BRA18 BRASILIA (BRASIL), 12/05/2017 - El presidente de Brasil, Michel Temer (i), y el presidente de la Cámara de los Diputados, Rodrigo Maia (d), participan hoy, viernes 12 de mayo de 2017, en un evento cuando se cumple un año de mandato de Temer, en el Palacio del Planalto en Brasilia (Brasil). El mandatario brasileño cumplió hoy un año en el poder y afirmó que su Gobierno "encarrila" al país con "absoluta responsabilidad" y "sin populismo", en abierta alusión a Dilma Rousseff, destituida por irregularidades fiscales. EFE/Joédson AlvesPresidente Michel Temer e presidente da Câmara Rodrigo Maia

Na berlinda após a divulgação do conteúdo da delação de funcionários da JBS, o presidente Michel Temer resolveu atacar o empresário Joesley Batista.

O presidente fez um pronunciamento onde criticou alguns aspectos que ainda estão nebulosos nos últimos dias, como a benevolência da MP no acordo de delação premiada com a JB e o fato de o grupo ter lucrado no câmbio após a gravações vierem a tona.

Ou seja, Temer aproveita a dúvida de a gravação ter sido adulterada para ganhar uma espécie de linha de defesa jurídica.

Na visão da comentarista da Jovem Pan Vera Magalhães, esses são alguns pontos que podem ajudar a defesa do presidente. Segundo ela, políticos receberam a fala com uma certa cautela, porém cogitando a hipótese de sobrevivência política do presidente. “O que circula é que: caso ele consiga encaminhar um argumento que pare em pé, é possível que ele consiga uma sobrevida”, diz a comentarista.

Porém é preciso relembrar, mesmo que o presidente prove que não deu o aval para a compra do silêncio de Cunha, ele deu o aval a vários crimes descritos naquela conversa.