Vitória de Hillary praticamente assegura consagração entre democratas
Nas primárias presidenciais americanas, foi uma terça-feira de vitórias para Hillary Clinton e Donald Trump, mas a grande vencedora foi de fato a ex-primeira-dama democrata. Suas vitórias na terça-feira praticamente asseguraram sua consagração como candidata partidária em novembro. O senador Bernie Sanders, um radical de esquerda, ficará na corrida, mas será basicamente um estorvo para Hillary.
Já do lado republicano, o bilionário bufão Donald Trump destruiu as ambições do senador Marco Rubio, humilhado em casa, no estado da Flórida e assim abandonou a corrida, que começou com 17 candidatos e agora são três.
Quem estragou a festa de Trump foi o governador de Ohio, John Kasich, que ganhou em casa e em Ohio, assim como Flórida, o vencedor leva todos os delegados
Kasich, o sobrevivente da ala moderada no partido em uma cruel guerra civil, não tem um caminho viável para ser consagrado vencedor da maratona, mas ele torna muito difícil a meta de Trump de atingir a marca mínima de 1237 delegados antes da convenção republicana em julho. E como um outro candidato muito conservador, o senador texano Ted Cruz, segue na disputa, em segundo lugar, os republicanos provavelmente terão uma convenção contestada em julho. O que vai acontecer ninguém sabe.
Mas a truculência e o desempenho bombástico de Trump dão uma medida do que vem pela frente. Na terça-feira à noite, Kasich prometeu manter sua campanha positiva. E para mim, ele é uma lanterna que ilumina o cenário de trevas dominado por Trump, com sua xenofobia, racismo e misoginia.
Hillary Clinton cada vez mais se direciona para a eleição de novembro e se prepara para o furacão Trump, um candidato que de fato semeia ventos.
Eu já cometi muitos erros de avaliação neste bizarro ciclo eleitoral americano, mas aqui vou insistir. Impossível ver alguém tão destrutivo, vulgar e controvertido como Trump vencer em novembro. No seu discurso na terça-feira, Hillary foi no alvo ao dizer: “O nosso comandante-em-chefe deve ser capaz de defender o país e não de envergonhá-lo”.
Vamos ver. Antes, Trump precisa cimentar sua vitória entre os republicanos e a decisão de ter o país ser ou não vergonhosamente liderado cabe aos eleitores em uma democracia.
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