‘Presidente defendeu a liberdade; Doria casou com a vacina chinesa’, diz Constantino

Enquanto governador de São Paulo anunciou que vacina será obrigatória no estado, Bolsonaro deu ‘ponto final’ afirmando que não será; o assunto foi discutido no 3 em 1 desta segunda-feira, 19

  • Por Jovem Pan
  • 19/10/2020 18h13 - Atualizado em 19/10/2020 18h26
MATEUS BONOMI/AGIF - AGÊNCIA DE FOTOGRAFIA/ESTADÃO CONTEÚDOJair Bolsonaro afirmou que vacina não será obrigatória no Brasil

Poucos dias após o governador de São Paulo, João Doria, afirmar que a vacinação contra o novo coronavírus será obrigatória para todos os moradores do estado, o presidente Jair Bolsonaro disse que não vai instaurar a obrigatoriedade na esfera federal. “Tem um governador que está se intitulando aí o médico do Brasil, dizendo que ela [a vacina] será obrigatória. Repito que não será”, afirmou. O posicionamento dos dois foi tema de debate dos comentaristas do programa 3 em 1 desta segunda-feira, 19.

Para Rodrigo Constantino, o posicionamento de Jair Bolsonaro é digno de aplausos e a postura de João Doria é “assustadora”. “Ninguém está dizendo assim: ‘eu sou contra vacina’, estão dizendo o seguinte: ‘eu não quero, primeiro, que o estado me obrigue. E segundo, eu tenho todo o direito de desconfiar dessa vacina’, ou vachina, que estão chamando. João Doria casou com a vacina chinesa e nao solta mais’”, afirmou, parabenizando o presidente que, para ele, “defendeu a liberdade”. Thaís Oyama concordou com a fala do presidente, lembrando que os direitos individuais representam uma “cláusula pétrea” da Constituição.

A jornalista lembrou, ainda, que todo tipo de imunização permite que uma margem da população que não queira tomar vacina não se imunize sem afetar o resultado que deseja. “Acho que o governador prestou um grande desserviço. Politizar a vacina é uma coisa que até agora nem o presidente Bolsonaro tinha conseguido”, pontuou. Josias de Souza, por sua vez, afirmou que o presidente politizou a vacina “a pretexto de se contrapor a uma frase desnecessária e inútil do governador João Doria”. Ele disse, ainda, que ambos “jogam na confusão” com o assunto polêmico. “Não se espera que governo nenhum vá laçar brasileiros em casa para tomar vacina. Até porque isso é inviável. Não é tradição no Brasil impor vacinas a cidadãos, isso nunca foi necessário, porque o estado costuma a recorrer a campanhas de esclarecimento sobre a importância da vacinação. Quando esse hábito foi negligenciado, o país apresentou retrocessos, como no caso da volta de doenças como sarampo”, lembrou Josias. Ele afirmou, ainda, que Bolsonaro tem tratado a imunização como “uma espécie de subcloroquina”.

Assista ao programa 3 em 1 desta segunda-feira, 19, na íntegra: