“Achei muito desrespeitosa essa declaração do governador”, diz Matarazzo

  • Por Jovem Pan
  • 01/03/2016 10h13
Andrea Matarazzo durante entrevista no Jornal da Manhã

 O pré-candidato à prefeitura de São Paulo Andrea Matarazzo afirmou em entrevista à Jovem Pan que pedidos de impugnação, como o que foi solicitado contra João Doria, fazem parte do processo e que assim que tudo for esclarecido, o partido se unificará novamente.

O vereador critica a fala de Geraldo Alckmin, que apoia a candidatura de João Doria, e afirmou no domingo (28/02): “somos acostumados com partido-cartório, de livro de ata, que decide em restaurante, com vinho importado”. A afirmação do governador é uma defesa em relação à forma em que ocorreram as votações das prévias do partido. Matarazzo ressalta a importância do apoio do governo, mas rebate as declarações: “O peso do governo é muito grande nesse tipo de eleição, porque tem capacidade de fazer pressão, principalmente em filiados do partido, mas esperamos que isso termine. Eu achei muito desrespeitosa essa declaração do governador. (…) Não faz sentido uma declaração como essa, atacando fundadores do partido”.

Em relação à confusão ocorrida durante as votações da prévia, Matarazzo afirmou: “Estou há 26, 27 anos no PSDB e nunca vi acontecer nada parecido, é um vexame. Deveríamos discutir a cidade, as soluções do PSDB para ajudar a população de São Paulo. O que vimos nesse fim de semana, não é o meu PSDB, não é o partido ao qual sou filiado”.

O vereador ainda critica seu concorrente ao fazer referência ao uso de cavaletes na rua, prática irregular pela Lei Cidade Limpa: “Quem quer ser prefeito tem que conhecer e respeitar as leis da cidade”. Matarazzo afirma que a forma de conquistar eleitores é através de projetos para a cidade: “Pretendo convencer os eleitores com projetos para São Paulo, não usar um pugilato que é um vexame perante a opinião pública. Tem que discutir uma eleição e não o resultado de um MMA”.