Anistia Internacional alerta para casos de mortes cometidas por policiais no RJ

  • Por Jovem Pan
  • 05/05/2017 06h54
Rio de Janeiro - Tropas da Polícia Militar circulam na Cidade de Deus nesta segunda-feira, após operação no final de semana que teve queda de helicóptero e pelo menos 11 mortes (Fernando Frazão/Agência Brasil)Polícia Militar do Rio de Janeiro - Fernando Frazão/ Agência Brasil

O Brasil, em especial o Estado do Rio de Janeiro, vive uma crise de direitos humanos. Esse diagnóstico foi feito pela Anistia Internacional, que nesta quinta-feira (04) alertou para o aumento da violência em todo País e em particular assassinatos que vem ocorrendo no Rio de Janeiro por policiais em confrontos em áreas conflagradas do Estado.

No relatório para a ONU, que monitora frequentemente a violência nas zonas de conflito em áreas conturbadas de todo o mundo, esse grupo de direitos humanos ressaltou o aumento recente dos assassinatos cometidos por policiais aqui no Rio de Janeiro: 182 casos nos primeiros meses de 2017.

O número é 78% a mais do que no mesmo período do ano passado.

De acordo com a Anistia Internacional, o Rio de Janeiro, e o Brasil de uma maneira geral, vivem uma crise de direitos humanos e as autoridades estão se escondendo por trás da crise política, fiscal e também econômica.

Ao ser questionado nesta quinta sobre o parecer da Anistia Internacional, o secretário de Segurança Pública do Estado, Roberto Sá, disse que a polícia do RJ é parceira de todas as instituições que preservam os direitos humanos e alertou que as principais vítimas são os policiais e a sociedade: “quem mais tem sofrido com a violação dos direitos humanos foi a sociedade e os policiais”.

Apenas no primeiro bimestre deste ano, os homicídios dolosos subiram mais de 20% em relação a igual período do ano passado. Cerca de 50 pessoas foram vítimas de balas perdidas e 70 agentes de segurança já morreram no Estado e os casos de violência cresceram exponencialmente em 2017.

*Informações do repórter Rodrigo Viga