Após lista, Jungmann pede continuidade de trabalhos e defende Roberto Freire

  • Por Jovem Pan
  • 12/04/2017 08h35
Brasília - O ministro da Defesa, Raul Jungmann durante encontro com o presidente do Senado, Renan Calheiros (Marcelo Camargo/Agência Brasil)Raul Jungmann

Em entrevista exclusiva ao Jornal da Manhã, o ministro da Defesa, Raul Jungmann, admitiu que a divulgação da chamada Lista de Fachin “abate o sistema político e o Congresso”, mas que é preciso continuar os trabalhos.

“Você tem impacto, é indiscutível, mas as pessoas têm que trabalhar. Elas estão lá para isso. O que quero dizer é que a melhor maneira para atenuar a crise é o Congresso continuar trabalhando e produzindo. Se ele para, é uma crise a mais dentro do sistema político”, disse.

Citado na lista, o presidente do PPS e ministro da Cultura, Roberto Freire, foi defendido pelo colega da Justiça. “O ministro Fachin não abriu inquérito, foi o único dos ministros relacionados que não tiveram abertura de inquérito. Fachin enviou a questão do assunto do Roberto Freire de volta por não ter encontrado indícios suficientes para abertura de inquérito”, explicou.

Previdência

Questionado se a discussão da reforma da Previdência ficará em segundo plano por conta da divulgação dos nomes na lista da Lava Jato, Jungmann disse acreditar que não. “Acho que é um processo [o da Previdência] com prazo definido. O relator Arthur Maia deve apresentar relatório já na próxima segunda-feira”, disse.

Sobre a aposentadoria dos militares, o ministro da Defesa justificou que elas ficaram de fora, a princípio, porque não precisa de uma Proposta de Emenda Constitucional.

“Devemos entrar, segundo as negociações que avançam entre nós, Defesa, Casa Civil, Fazenda e Planejamento, devemos apresentar proposta em maio. Eles vão participar, mas na sua singularidade, porque contrato do militar com o Estado é diferente do servidor. Não se cabe aplicar regra dos militares aos civis e nem o inverso”, explicou.

Confira a entrevista completa: