Após um ano, usuários ainda apontam falhas na plataforma do eSocial

  • Por Jovem Pan
  • 10/10/2016 07h14
Brasília - Recolhimento de impostos na contratação dos empregados domésticos pelo eSocial começou em novembro de 2015. Patrões reclamaram da emissão das guias, devido a problemas no site (Marcelo Camargo/Agência Brasil)eSocial - AGBR

O eSocial completa um ano com balanço positivo, mas especialistas e usuários ainda apontam falhas no sistema que reúne em uma única guia as contribuições fiscais, trabalhistas e previdenciárias.

Há quase um mês, a plataforma passou a calcular as principais verbas rescisórias devidas a empregados domésticos.

Apesar de bem-vinda, a ferramenta ainda não leva em conta horas extras, adicional noturno, desconto de faltas e férias vencidas que precisam ser feitas manualmente.

A diretora da Atend Consultoria, Dilma Rodrigues, avaliou o processo de aperfeiçoamento como constante, apesar dos problemas registrados.

“O começo foi marcado por alguns traumas, como lentidão dos sistema, guias geradas com valores incorretos, mas aos poucos foram trazendo melhorias e progressos. Ainda apresenta certa resistência dos empregadores em adesão ao sistema, mas é um processo cultural e tem apresentado melhorias contínuas”, disse.

A advogada Patrícia Strano, que faz as guias de toda a família, afirmou que o sistema ainda não é direcionado para leigos.

Para ela, o eSocial continua onerando os empregadores, já que exige conhecimentos específicos de um contador: “tem que contratar alguém para fazer, porque o sistema não puxa as informações que você joga nele. Quem não entende de cálculo trabalhista não consegue fazer”.

Quem lida todo mês com o eSocial sugere, por exemplo, que a plataforma também forneça um relatório com débitos que ainda precisam ser quitados e preencha automaticamente dados que ela já armazenou.

Hoje quase 1,5 milhão de empregados domésticos estão formalizados no sistema.

*Informações da repórter Carolina Ercolin