Aumenta a lista de doenças que justificam cirurgia bariátrica

  • Por Jovem Pan
  • 14/01/2016 07h08
Fita Métrica

 O Conselho Federal de Medicina alterou as regras para a indicação de cirurgia bariátrica destinada a pacientes com obesidade. O procedimento era recomendado para quem tinha índice de massa corporal superior a 40, um indicador que é calculado com base no peso e na altura. Os pacientes com IMC a partir de 35 poderiam recorrer à operação somente se apresentassem doenças como diabetes tipo 2, apneia do sono entre outras.

Com a alteração no texto, a quantidade de comorbidades que podem levar uma pessoa à cirurgia bariátrica foi ampliada para 21. A partir de agora, foram incluídas doenças como depressão, disfunção erétil, hérnias de disco e hipertensão arterial.

O vice-presidente do Conselho Federal de Medicina, Mauro Ribeiro, alerta a Anderson Costa que a mudança não pode significar a banalização da cirurgia: “O último estágio do tratamento do obeso é recorrer à cirurgia. A indicação não é feita pelo cirurgião, existe uma equipe multidisciplinar composta pelo médico cirurgião em obesidade, competente e habilitado para isso, por um psiquiatra, por um endocrinologista, um nutrólogo, um nutricionista e um psicólogo”. Os especialistas reforçam que houve avanços no pós-operatório e diminuição da mortalidade de pacientes obesos.

O vice-presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica, Marçal Rossi, lembra que o acesso à operação na rede pública ainda é difícil: “A espera é grande na rede pública. Na rede privada essa fila é bem menor. Estão se criando hospitais no Brasil, novos centros com pessoas com experiência para começar a desenvolver a cirurgia e fazer a fila andar”.

A portaria publicada no Diário Oficial da União também altera as regras para cirurgias de pacientes com idade entre 16 e 18 anos. Para adolescentes, será necessária a participação de um pediatra na equipe multidisciplinar que define ou não a necessidade do procedimento.