Aumento nas tarifas do transporte deve ter impacto perigoso na inflação
Aumento nas tarifas do transporte público deve ter impacto perigoso na inflação de 2016. Outras despesas básicas como alimentação continuam em alta e a energia elétrica segue com a bandeira vermelha. O IPC-S encerrou dezembro em alta de 0,88% e, com isso, acumulou avanço de 10,53% em 2015.
O coordenador do índice da Fundação Getúlio Vargas, Paulo Piquete, ressalta que a situação compromete o poder de compra da população: “Em 2015 no caso do IPC-S, com aumento de 10,5%, é uma boa notícia em termos relativos. Em termos absolutos é um número grande demais, tanto quando a gente pensa no que ele representa em termos de poder aquisitivo que se perde, quanto em termos macroeconômicos do que é o teto da meta do Banco Central, que continua em 6,5%”.
O aumento da inflação no ano passado foi bem maior que o registrado pelo indicador em 2014, de 6,87%. Em entrevista a Denise Campos de Toledo, o economista Fábio Romão acredita na desaceleração do índice este ano, mas ainda longe do ideal: “Hoje o IPC-S esperado para 2016 é de 7,1%, que se mantém longe do centro da meta de 4,5%. Não é só transporte público, existe a perspectiva de outros ajustes, taxas de água e esgoto, reajustes anuais esperados das distribuidoras de energia”.
O IPC-S desacelerou em cinco das sete capitais pesquisadas na quarta quadrissemana de dezembro em relação à terceira leitura do mês passado. O índice apresentou queda na variação de preços em Brasília, Recife, Rio de Janeiro, Porto Alegre e São Paulo, e acelerou em Belo Horizonte e Salvador.
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