“Barbárie”, diz Kim Kataguiri sobre agressão de integrantes da CUT ao MBL
Em entrevista aos Pingos nos Is, Kim Kataguiri afirmou que o Movimento Brasil Livre foi agredido por integrantes da Central Única dos Trabalhadores nesta quarta-feira (03) durante solenidade de entrega de unidades do Minha Casa Minha Vida em Indaiatuba, no interior de São Paulo.
Manifestantes do MBL protestavam contra a presidente Dilma que participou da cerimônia e foi isolada por tapumes. De acordo com Kim, membros da CUT desceram em três ônibus, começaram a xingar os ativistas e partiram para a agressão quando viram que eles estavam gravando o ato pelo celular.
Segundo o líder do MBL, os integrantes da CUT jogaram os celulares no chão e chegaram a dar socos e chutes em uma mulher: “barbárie que a gente está acostumado a ver desse tipo de movimento”, afirmou.
Ao comentar o pronunciamento de Dilma na TV e no rádio sobre o aedes aegypti, marcado para as 20h20 desta quarta, Kim disse que haverá um panelaço em forma de protesto. Ele aproveitou para reforçar a manifestação programada em várias cidades do país no dia 13 de março para pedir a saída da presidente.
Com o lema “Esse impeachment é meu”, Kim explicou que esse é o desejo da população: “não é coisa de elite, de coxinha e sim de gente que está trabalhando”, defendeu ele, que enfatiza não se tratar de um golpe, como o governo propaga.
Para Kim, não houve um esfriamento do clima pró-impeachment: “estamos com uma campanha forte de divulgação, as pesquisas mostram isso, a gente sente isso das pessoas na rua, o momento político vai estar quente”, avaliou ao lembrar que a comissão do impeachment provavelmente já estará formada no início do mês que vem.
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