Brasil quer parcerias para compromisso de mudança climática

  • Por Jovem Pan
  • 13/11/2015 12h38
Paris reúne mais de 60 ministros do Meio Ambiente em reta final para COP21

 Brasil quer trabalhar junto com outros países em desenvolvimento para apresentar compromisso de mudanças climáticas na COP -21. A 21ª Conferência das Nações Unidas sobre o tema vai ser realizada em Paris, de 30 de novembro a 11 de dezembro. A meta é conseguir pela primeira vez, em vinte anos de negociações, um acordo que imponha obrigações legais sobre o clima.

O secretário de mudanças climáticas e qualidade ambiental do Ministério do Meio Ambiente, Carlos Klink, quer trabalhar com nações em desenvolvimento: “Os países em desenvolvimento querem um compromisso para a mudança do clima. Não é meramente uma questão de redução de emissões, é também como a gente vai traçar o nosso desenvolvimento econômico, a redução da desigualdade, do desmatamento e assim sucessivamente”.

O Brasil aposta numa utilização cada vez mais forte dos combustíveis renováveis para diminuir as emissões de carbono.

O presidente do conselho de administração da Copersucar, Luís Roberto Pogetti, afirma que o país tem uma importante vantagem competitiva: “Os custos da questão ambiental são crescentes. Nesse sentido, o Brasil tem uma vantagem competitiva enorme em frente ao mundo, no gerenciamento da questão ambiental”.

As empresas também tentam se adequar, como o Grupo Libra, de operações portuárias, que reduziu emissões de carbono em 37%. O superintendente de sustentabilidade da empresa, Marcos Rossa, diz que isso foi possível em quatro anos, ao investir em componentes e treinamento: “Recebemos 12 equipamentos grandes no ano passado, de movimentação de contêineres em nosso terminal do Rio de Janeiro, que são eletrificados. Eles reduzem 85% das emissões de gases de efeito estufa se comparados aos equipamentos a diesel”.

Na quinta-feira (12/11), o Brasil e o Reino Unido anunciaram uma parceria para criar uma plataforma para o compartilhamento de informações sobre o clima. O projeto vai ser implementado pela Fundação Getúlio Vargas e pelo Instituto Internacional para o Meio-Ambiente e Desenvolvimento.