Brasileira em Nice se escondeu em bar: “estava esperando o pior”

  • Por Jovem Pan
  • 15/07/2016 10h00
Tarima Nistal

Em entrevista ao Jornal da Manhã, da rádio Jovem Pan, a brasileira Tarima Nistal contou que teve de se esconder em um quartinho nos fundos de um restaurante após correria por conta do atentado em Nice, na França.

“Foi tudo muito rápido. Eu estava na orla, fomos ver fogos de artifício e, cinco minutos depois, fomos a um barzinho próximo de lá. Assim que chegamos teve um tumulto. Fomos ao fundo do bar. Como estopim, todo mundo que estava dentro do bar saiu correndo. Era situação de pãnico mesmo. fui para o quartinho, longe da entrada. Estava com mais cinco ou seis pessoas e ficamos em silêncio. A gente estava esperando o pior”, relatou.

Após cerca de 40 minutos dentro da cozinha do bar em que estava, Tarima disse que começou a tentativa de buscas de informações ligando para amigos, consultando redes sociais. “Ficamos 40 minutos nessa tensão. Depois d eum tempo, um dos chefes do bar avisou que estava tudo bem e disse que teve um atentado com caminhão, que tinha mortos, mas que poderíamos sair. Essa foi a única instrução que tivemos”.

A avenida onde ocorreu o atentado que deixou ao menos 84 mortos e 100 feridos continuava bloqueada na manhã desta sexta-feira (15). “Já tinha homenagens, pessoas deixaram flores para as vítimas. Estava todo mundo na rua, mas de cara fechada, triste”.

O atentado

Um caminhão atropelou uma multidão de pedestres que participavam das celebrações do Dia da Bastilha em Nice, no sul da França. O ataque aconteceu durante uma queima de fogos em uma avenida da cidade Promenade des Anglais. A administração regional de Alpes-Maritimes, da qual Nice é a capital, confirma a realização do atentado por atropelamento por volta de 22h45.

Ao menos 84 pessoas morreram, 100 ficaram feridas, sendo 16 delas em estado muito grave. Há relatos de troca de tiros entre os ocupantes do caminhão e a polícia. O Twitter oficial do Ministério do Interior informou que o motorista “foi neutralizado” e que as autoridades investigam se ele agiu sozinho ou contou com cúmplices.