Câmara aprova aumento do IPTU para quase 80 mil imóveis

  • Por Jovem Pan
  • 01/10/2015 08h05
IPVA

 A Câmara aprovou o aumento do IPTU para quase 80 mil imóveis e, com isso, irá garantir 150 milhões de reais de arrecadação à Prefeitura de São Paulo em 2016. A administração municipal teve apoio para inserir uma emenda no texto de um projeto que reduz o ISS e, assim, conseguir elevar o imposto.

O reajuste irá atingir terrenos não edificados acima de 500 m² e imóveis em situação irregular na Prefeitura.

O vereador Gilberto Natalini, do PV, critica a proposta que teve aprovação do quórum mínimo de vinte e oito vereadores: “O prefeito, diante de um quadro grave, de economia parada, decide resolver o problema da crise metendo a mão no bolso de alguns milhares ou centenas de milhares de paulistanos que estavam com uma trava no imposto, trava que foi retirada pelo que foi votado aqui”.

Quem atuou diretamente para o convencimento da base governista foi o secretário municipal de Relações Institucionais, José Américo.

No entanto, o projeto só foi aprovado quando o vereador Paulo Fiorilo, do PT, isentou de aumento terrenos inferiores a 500m²:  “O que nós estamos fazendo aqui, que o PSDB tem dificuldades, é assumir que defende os grandes , que não quer tributar as grandes áreas. Quem tem grande terrenos pode, deve e precisa pagar pela especulação”.

O pagamento de IPTU pelas escolas de samba de São Paulo foi um fator decisivo para a votação do aumento.

Em entrevista a Marcelo Mattos, o economista Gustavo Griza, especialista em setor público, aponta as manobras políticas em redutos eleitorais: “É totalmente desvinculado da principal finalidade de um governo, mas são grupos organizados, onde você tem um apelo eleitoral sobre determinados grupos sociais, que às vezes nem é real. Mas as lideranças alegam ter os votos de uma região eleitoral e isso acontece fortemente”.

A administração municipal defende que o projeto vai punir a especulação imobiliária em terrenos ociosos de São Paulo.

A proposta que eleva o IPTU para quase 80 mil imóveis depende da sanção do prefeito Fernando Haddad.