Hoje na Arábia, ex-SP se encanta com Carille: ‘agora consigo entender o que via no Corinthians’

  • Por Jovem Pan
  • 06/09/2018 11h28 - Atualizado em 06/09/2018 11h31
DivulgaçãoEx-rival, Marcos Guilherme hoje atua no time comandado por Fábio Carille na Arábia Saudita

Durante o ano em que atuou pelo São Paulo, Marcos Guilherme enfrentou o Corinthians de Fábio Carille em quatro oportunidades. Foram duas derrotas, uma vitória, um empate e uma eliminação traumática, nos pênaltis, na semifinal do Campeonato Paulista. O aproveitamento ruim, de apenas 33,3%, por muito tempo incomodou o atacante de 23 anos. Mas, finalmente, ganhou explicações. 

Hoje comandado por Fábio Carille no Al-Wehda, da Arábia Saudita, Marcos Guilherme está encantado com o trabalho do ex-técnico do Corinthians. Em entrevista exclusiva a Marcio Spimpolo que vai ao ar no próximo fim de semana, na Rádio Jovem Pan, o ex-são-paulino abriu o jogo, exaltou Carille e revelou que, agora, consegue entender o sucesso do time alvinegro campeão brasileiro e bi paulista sob a batuta do novato treinador.  

“O Carille é merecedor de todos os elogios que recebeu no Brasil”, afirmou Marcos Guilherme. “Agora, trabalhando com ele, é que eu consigo entender algumas coisas que eu via no Corinthians. Um time muito difícil de ser batido, organizado, com uma defesa muito sólida, contra-ataque muito rápido. Trabalhando com ele no dia a dia, eu consigo entender por que ele foi campeão brasileiro e bicampeão paulista. É um excelente treinador. Tenho procurado estar muito atento às orientações dele, para poder evoluir e aumentar o meu nível de atuação”, acrescentou. 

Foi o “fator Carille”, por sinal, que ajudou Marcos Guilherme a topar o desafio de jogar no futebol árabe. Vendido em junho por 4 milhões de euros, o atacante garantiu que o ex-treinador do Corinthians foi decisivo para o seu acerto com o Al-Wehda. “Conversei com a minha família e optamos pelo projeto do Al-Wehda por vários motivos. Um deles, é claro, foi o Carille. Apesar de nunca ter trabalhado com ele, sempre tive ótimas referências e chegamos a conversar. Ele afirmou que confiava em mim, e, para mim, a oportunidade de trabalhar com um campeão como ele me faria amadurecer muito, tanto dentro quanto fora de campo.”

Título tricolor daria “gostinho” de campeão 

Então vinculado ao Atlético-PR, Marcos Guilherme jogou no São Paulo por um ano, emprestado – de julho de 2017 a junho de 2018. Ele ajudou o time a espantar o risco de rebaixamento no ano passado e foi importante na largada forte no Brasileiro desta temporada – disputou seis jogos, sendo quatro deles como titular. Caso o título nacional seja conquistado em dezembro, o atacante garante que ficará com o “gostinho” de campeão. 

“Quando eu saí do São Paulo, a conversa que eu tive com os meus companheiros foi a de que eu ficaria na torcida e que, se o time fosse campeão, eu também sentiria um pouco do gostinho. Mas o mérito (pela grande campanha) é todo deles e da comissão. Se eu for campeão, ficarei muito feliz e vou comemorar como eles, mesmo que de longe”, afirmou. 

Os três pontos de vantagem na liderança alegram, mas não surpreendem o ex-são-paulino. “Tenho acompanhado todos os jogos do São Paulo. Estou extremamente feliz pelo desempenho da equipe. Quando eu estava lá, já dava para perceber que o São Paulo daria uma boa engrenada, porque o Aguirre mudou a cara do time pela forma como trabalha e age. Estou muito empolgado com o São Paulo. Espero que continue na frente e que leve esse título, porque é um clube que merece. Estou na torcida”, finalizou. 

A entrevista de Marcos Guilherme a Marcio Spimpolo vai ao ar, na íntegra, no próximo fim de semana, na Rádio Jovem Pan. Fique ligado!