Candidato da oposição denuncia fraudes na eleição presidencial do Equador

  • Por Jovem Pan
  • 04/04/2017 11h11
O ex-banqueiro Guillermo Lasso contestou o resultado da eleição à presidência do Equador e pediu a recontagem de votos - EFE

O ex-banqueiro Guillermo Lasso contestou o resultado da eleição à presidência do Equador e afirmou que as irregularidades na apuração “estão claras”.

De acordo com os números oficiais, o governista Lenín Moreno teria vencido a disputa com 51% dos votos, contra 48% de Lasso.

Logo após a divulgação dos dados, começaram a ser lançadas as primeiras suspeitas.

Os resultados começaram a ser informados por volta das 19h30 de domingo (02), 40 minutos antes do horário previsto oficialmente. Naquele momento, as pesquisas de boca de urna dos principais institutos equatorianos já indicavam que Lasso havia vencido a disputa.

As notificações do Conselho Nacional Eleitoral mostrando a vitória de Moreno foram recebidas com surpresa. Também chamou a atenção a velocidade da apuração.

No primeiro turno, a contagem levou três dias, mas neste domingo, os resultados foram conhecidos poucas horas após o fechamento dos postos de votação.

Guillermo Lasso afirmou que as cédulas foram manipuladas para alterar os votos.

No Twitter, o candidato derrotado publicou imagens de papéis supostamente adulterados. Ele pediu que os apoiadores fossem às ruas do Equador, para protestar contra o resultado.

Desde domingo, houve protestos em frente às sedes do Conselho Nacional Eleitoral, na capital Quito e também em Guayaquil. O ex-banqueiro afirmou que a vontade do povo equatoriano precisa ser respeitada.

Segundo Lasso, os protestos são pacíficos, mas firmes e legítimos em uma democracia. Ele informou que uma equipe de assessores jurídicos já está trabalhando e deve apresentar o quanto antes um documento apontando as irregularidades.

As denúncias de fraudes já foram reportadas por Guillermo Lasso ao secretário-geral da Organização dos Estados Americanos, Luis Almagro.

Nesta segunda-feira (03), o governista Lenín Moreno já participou de uma cerimônia informal de troca de guarda no palácio presidencial de Quito.

O presidente Rafael Correa, considerado padrinho político de Moreno, criticou os protestos e classificou as ações como “surto de violência”.

Segundo Corrêa, a oposição quer alcançar o poder pela força, já que não conseguiu pelas urnas.

A posse oficial de Lenín Moreno como presidente do Equador está prevista para o dia 24 de maio.

*Informações do repórter Vitor Brown