Candidatos à sucessão de Janot pedem menos interferência no MPF

  • Por Jovem Pan
  • 30/05/2017 07h20
Brasília- DF 26-08-2015 Foto Lula Marques/Agência PT Procurador Geral da república, Rodrigo Janot, durante sabatina do senado. Foto: Lula Marques/ Agência PTRodrigo Janot - Ag Brasil

Candidatos à sucessão de Rodrigo Janot defendem a manutenção da Lava Jato e pedem menos interferência no trabalho do Ministério Público Federal.

Os oito postulantes à Procuradoria-Geral da República se reuniram em um debate, em São Paulo, nesta segunda-feira (29).

A eleição interna do Ministério Público está prevista para o final de junho e os três líderes formarão a lista tríplice, encaminhada ao presidente Michel Temer.

Ele deverá indicar o novo chefe dos procuradores, que ainda será sabatinado pelo Senado, antes de assumir o cargo. O presidente da República não é obrigado a seguir a relação, mas, desde 2003, o escolhido sempre foi o mais bem-colocado na votação inicial.

O presidente da Associação Nacional dos Procuradores da República, José Robalinho Cavalcanti, garantiu que Michel Temer também seguirá o mecanismo: “nós apresentamos uma lista de três nomes em que o presidente tem plena liberdade para escolher dentro destes três líderes”.

Os candidatos à Procuradoria-Geral da República ressaltaram a necessidade de continuidade da Operação Lava Jato e do combate à corrupção.

A subprocuradora-geral da República, Raquel Dodge, rebateu as críticas feitas ao Ministério Público Federal: “o Ministério Público tem esse dever constitucional, de fazer cumprir a lei penal. Todos aqueles que descumprem essa lei precisam sofrer sanção penal”.

Raquel Dodge ressaltou que não há arbitrariedade nas decisões do Ministério Público, já que estas são sempre submetidas ao crivo do Poder Judiciário.

Já o ex-corregedor-geral do Ministério Público Federal, Eitel Santiago, defendeu mudanças no uso das delações premiadas: “não podemos permitir que acordos de delação sejam feitos com abrandamento como foi feito com os irmãos Batista”.

Eitel Santiago ressaltou ainda que o novo procurador-geral da República deverá refletir sobre os expedientes utilizados pelo Ministério Público Federal.

Rodrigo Janot deixará o cargo em setembro e o sucessor assumirá um mandato de dois anos de duração.

*Informações do repórter Vitor Brown