Cantareira não registra chuvas em agosto e permanece estável em 75,9%

Desde o início de agosto, não há registros de chuvas sobre o Sistema Cantareira, em São Paulo. De acordo com dados da Sabesp, o volume de água no reservatório permaneceu estável nesta segunda-feira (08), em 75,9%.
O meterologista do Centro de Gerenciamento de Emergências de São Paulo, Thomaz Garcia, ressaltou que o alto volume de precipitações no começo do ano faz com que a situação do manancial permaneça boa, mesmo durante um dos invernos mais secos dos últimos anos.
“O Cantareira e os outros reservatórios foram beneficiados pelas chuvas acima da média de maio e junho. Esse padrão de El Niño entre fim do ano passado e início deste ano favoreceu bastante as chuvas em São Paulo”, disse.
Segundo o meteorologista Thomaz Garcia, a tendência é de que o índice de precipitações permaneça baixo até o final de agosto e só volte a subir, a partir do início da primavera, em setembro.
Até o momento, julho foi o mês mais seco de 2016 no Cantareira, com apenas 5,9 milímetros de chuvas. O índice representou apenas 11%o da média histórica para o período, que era de 49 milímetros.
Outro reservatório importante de São Paulo, também sofre com o inverno seco que atinge o Estado.
O sistema Alto Tietê, que ajudou a socorrer o Cantareira durante a estiagem de 2014, chegou nesta segunda-feira ao 36º dia consecutivo de queda no volume de água. As represas do manancial operam hoje com 43,1% da capacidade.
*Informações do repórter Victor Brown
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