CGU avaliará programas de prevenção de atos ilícitos em estatais

  • Por Jovem Pan
  • 08/02/2016 11h43
Fiscalização da CGU

 Depois de série de escândalos na Petrobrás, Controladoria Geral da União quer avaliar programas de prevenção de atos ilícitos em 26 estatais. A meta é fazer as verificações até o fim do primeiro semestre e o Banco do Nordeste, Eletronorte, Furnas e os Correios já passaram por um projeto-piloto. A ideia é observar a chamada questão do compliance, ou seja, as políticas de integridade, prevenção, detecção e punição praticadas pelas empresas.

O secretário federal de controle interno adjunto da CGU, Sérgio Seabra, diz que o cenário para essas medidas ainda é bastante complicado, mas é otimista: “Isso precisa melhorar muito, a gente percebe que as empresas já estão atentas a isso, algumas já começam o processo de implementação, de desenho, de criação de suas políticas. Mas a implementação a ponto de torná-los maduros leva um tempo ainda”.

Falando a Tiago Muniz, Idésio Coelho que é o presidente do Instituto dos Auditores Independentes do Brasil avalia que as empresas privadas não têm um quadro tão diferente das estatais, mas que os particulares podem demitir funcionários e reestruturar políticas com mais facilidade: “As entidades privadas tem maior agilidade, maior facilidade de contratação, de remoção de pessoas que não estão performando adequadamente, de modificação de processos de controle. Ela reage mais rapidamente a esses processos desses movimentos”.

As 26 estatais devem ser analisadas até o fim do primeiro semestre e, em um primeiro momento, serão levados em conta 15 quesitos. Entre eles, o comportamento da alta administração perante irregularidades e se há políticas de responsabilidade e canais de denúncia.