Com crise, consumidores repensam quantidade de compras no mercado

  • Por Jovem Pan
  • 04/12/2015 14h42
Centro de referência de comercialização de produtos gastronômicos de diversas etnias, o Mercado Municipal de Curitiba recebe habitualmente turistas de todas as partes do Brasil e do mundo durante o ano todo. Foto: Jaelson Lucas/SMCSFrutas

 Em doze meses, indústria despenca mais de 11% e sinaliza o agravamento da crise no último trimestre do ano. A produção industrial fechou outubro com queda de 0,7% sobre setembro, quinto mês consecutivo no vermelho. Todos os setores manufatureiros, inclusive o de alimentos, foram tragados pelas crises política e econômica.

Falando a Denise Campos de Toledo, o economista Sérgio Valle diz que a crise será ruim se Dilma cair e muito pior se ela se salvar do impeachment: “Mesmo que a presidente saia no começo do ano, estamos falando de um ajuste que, em termos de política fiscal e monetária, não foi feito esse ano. Vai ter que continuar sendo feito e isso vai significar que, pelo menos em uma parte do ano, a recessão vai continuar presente. Se a presidente permanece, aí é garantia que não só 2016 terá problemas, mas também 2017”.

A indústria de bens de consumo não duráveis, como alimentos, também entrou no vermelho neste ano. Rafael Cagnin, economista do IEDI, explica que a causa desse problema é a pujança da inflação: “Chega um momento em que você começa a ajustar a sua cesta de compras na quantidade, ou seja, já passamos pelo estágio de ajuste sobre a qualidade dos produtos e agora vamos ter impacto sobre a quantidade consumida”.

Os economistas ouvidos pela Jovem Pan afirmam que os indicadores sinalizam que o próximo ano será fraco. Eles lamentam as quedas sucessivas da indústria de máquinas, porque isso confirma a redução dos investimentos na produção.