Com crise, Estado quer vender imóveis de unidades de pesquisa

  • Por Jovem Pan
  • 27/05/2016 12h19
Com a proposta de revitalizar o centro de São Paulo e atender a demanda de moradia, o governo paulista acaba de anunciar a concessão do terreno 18 mil m² da antiga rodoviária para construção de habitações populares através de Parceria-Público-Privada, a PPP. Foto: Ciete Silvério/ A2imgGeraldo Alckmin

 O Estado de São Paulo quer recorrer à venda de imóveis para reduzir os impactos da crise financeira, mas enfrenta oposição de pesquisadores. O executivo enviou um projeto de lei à Assembleia Legislativa pedindo autorização para vender propriedades do DER e da Secretaria de Agricultura.

Entre os prédios que a administração quer vender estão unidades de pesquisa e desenvolvimento nas cidades de Araçatuba, Gália, Itapetininga e Jundiaí.

O presidente da Associação dos Pesquisadores de São Paulo, Joaquim de Azevedo Filho, dá um exemplo de como descobertas podem ser prejudicadas: “Outras pesquisas serão encerradas. Em Jundiaí existe uma área de 110 hectares onde tem um centro especializado para o desenvolvimento de máquinas, protótipos e avaliação de máquinas agrícolas, tratores e motores que , com a venda dessa área não terá como carregar essa estrutura”.

Apesar dos argumentos do presidente da Associação, o secretário de agricultura e abastecimento de São Paulo nega que serão oferecidas áreas em utilidade. Arnaldo Jardim considera o projeto de lei positivo e que os recursos arrecadados com a eventual venda serão revertidos aos próprios institutos: “Nenhuma área de pesquisa vai ser comprometida, nenhum programa vai ser interrompido, e os recurso advindos dessa venda serão utilizados para o fortalecimento dos nossos institutos. Essa é uma medida positiva”.

O Governo de São Paulo estima que poderá arrecadar até R$ 1,4 bilhão com as vendas dos imóveis. O projeto de lei de autoria de Geraldo Alckmin foi publicado em 15 de abril e tramita em regime de urgência na Assembleia Legislativa.

Reportagem: Tiago Muniz