Comportamento do mercado foi emocional e dólar não deve ter queda acentuada

  • Por Jovem Pan
  • 07/03/2016 13h17

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Dólares

 Economistas estimam que o dólar não deve sofrer uma queda acentuada no médio prazo, mesmo com novidades na política brasileira. A moeda norte-americana encerrou a última sexta-feira (07/03) com recuo superior a 1%, reflexo da Operação Lava Jato, como relata o economista João Medeiros: “Essa notícia, dessa última semana, os problemas do Lula e da Dilma. O que é ruim efetivamente para o PT e para o governo é bom para a economia, é a leitura que o mercado fazia”.

Na última semana, o dólar comercial acumulou um recuo de 5,9%, negociado a R$ 3,76, o menor valor desde 09/12. O resultado sofreu influência direta da divulgação de uma possível delação premiada de Delcídio Amaral e a ação da Polícia Federal contra Lula.

Na quinta e na sexta-feira (04/03), o mercado financeiro brasileiro se descolou totalmente do exterior e se fixou apenas no quadro político interno. Em entrevista a Denise Campos de Toledo, o gerente de câmbio da Treviso Consultoria, Reginaldo Galhardo, brincou com a situação: “Eu diria assim que o Delcídio já fez mais pela economia, a Polícia Federal fez mais pela economia do Brasil do que a Dilma nesses cinco anos”.

Galhardo, no entanto, alerta que o comportamento do mercado na última semana foi emocional, não técnico. Para o economista, não é possível apostar na queda acentuada do dólar no médio prazo, mesmo com a queda do governo ou novas