Confira aqui o que você não ouviu em “Os Pingos nos Is” de 04/05/2017

  • Por Jovem Pan
  • 04/05/2017 14h35

O que Reinaldo Azevedo, Victor LaRegina e Vitor Brown não comentaram nesta quinta-feira (04), você confere aqui:

REPATRIAÇÃO – Os procuradores da força-tarefa da Lava Jato ressaltaram, em entrevista coletiva, a necessidade de se ‘abrir a caixa preta’ do uso da lei de repatriação. De acordo com Carlos Fernando dos Santos Lima, o ex-gerente da Petrobras, Márcio de Almeida, chegou a regularizar R$ 48 milhões atribuídos a propinas, em uma conta nas Bahamas. Já o procurador Diogo Castor Mattos afirmou que investigados ‘esquentaram’ dinheiro de propina por meio da lei.

PRISÕES – O procurador Carlos Fernando dos Santos Lima afirmou que a operação desta quinta, batizada de “Asfixia”, mostra a necessidade de continuar as investigações e manter as prisões preventivas. O juiz Sergio Moro seguiu no mesmo caminho. Em despacho, o magistrado rechaçou as críticas às prisões preventivas e disse que elas foram ‘essenciais’ para barrar “carreiras criminosas”

IMPEACHMENT X STF – A mesa diretora do Senado deve receber nos próximos dias um abaixo-assinado online que pede o impeachment dos ministros do STF Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Ricardo Lewandowski. Criado na última quarta pelo advogado José Luiz Maffei, a página já conta com mais de 300 mil assinaturas, e afirma que os ministros “proferiram diversas vezes decisões que contrariam a lei e a ordem contitucional. A recente soltura de Réus como José Dirceu e Eike Batista demonstra o descaso com o crime continuado e a obstrução à justiça que, soltos, eles representam”.

MÔNICA X DILMA – Em sua delação premiada, Mônica Moura, mulher do marqueteiro João Santana, teria afirmado que a ex-presidente Dilma e o casal usavam um e-mail com nome fictício para trocar mensagens sobre a Lava Jato. Segundo a GloboNews, esse e-mail foi criado em 2015 porque Dilma estava preocupada com a operação e queria um canal de comunicação seguro com a dupla. A comunicação funcionava assim: os e-mails não eram enviados. Quando queriam se comunicar, eles escreviam e deixavam no rascunho. Liam, apagavam e respondiam no mesmo molde. De acordo com a assessoria de Dilma, João e Mônica “faltaram com a verdade” e fizeram “afirmações desprovidas de qualquer fundamento ou prova”.

STF X PIMENTEL – Por 9 votos a 1, o STF declarou que o STJ não precisa mais obter autorização prévia das Assembleias Legislativas para abrir ação penal contra os governadores de todos os estados e do DF. Na quarta, o Supremo já tinha decidido isso em relação ao governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel. Agora, o entendimento foi ampliado para todos os ocupantes dos cargos.

EI – A Justiça Federal do Paraná condenou nesta quinta oito pessoas acusadas de fazer parte de uma célula do Estado Islâmico. Elas foram presas em julho de 2016, durante a deflagração da Operação Hashtag. A maior pena, de 15 anos e 10 meses de prisão, foi imposta a Leonid El Kadre, de 33 anos. A segunda foi aplicada a Alisson Luan de Oliveira: seis anos e onze meses de cadeia. A maioria dos réus recebeu uma pena de 6 anos e três meses – foram condenados por promoção de organização terrorista e associação para crime.

CÔRTES – O Ministério Público Federal apresentou denúncia contra o ex-secretário de Saúde do Rio Sérgio Côrtes e o empresário Miguel Iskin sob acusação de obstrução da Justiça. De acordo com a Procuradoria, o político e o empresário agiram para constranger o ex-subsecretário Cesar Romero, oferecendo dinheiro para que ele alterasse o conteúdo de sua delação premiada. Em uma troca de e-mail, Côrtes escreveu para Iskin: “Meu chapa, você pode tentar negociar uma coisa ligada à campanha. Pode salvar seu negócio. Podemos passar pouco tempo na cadeia… Mas nossas putarias têm que continuar”.

OBAMACARE – A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou uma lei que revoga e substitui o Obamacare, como ficou conhecida a reforma no sistema de saúde do ex-presidente Barack Obama. A vitória do governo Trump foi apertada: 217 votos a 213. A medida ainda deve ser apreciada pelo Senado, onde os republicanos têm maioria.