Confira aqui o que você não ouviu em “Os Pingos nos Is” de 09/05/2016

  • Por Jovem Pan
  • 09/05/2016 16h09
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O que Reinaldo Azevedo, Patrick Santos e Victor LaRegina não comentaram nesta segunda-feira (09), você confere aqui:

REPERCUSSÃO X TEMER – Michel Temer classificou como uma “atitude desesperada” do governo utilizar o presidente interino da Câmara Waldir Maranhão para tentar anular o processo de impedimento contra a presidente Dilma.

REPERCUSSÃO X CUNHA – Afastado da presidência da Câmara, Eduardo Cunha afirmou que a decisão de Waldir Maranhão é “absurda, irresponsável, antirregimental e feita à revelia do corpo técnico da Casa, que já tinha manifestado a posição de negar conhecimento ao recurso”.

REALE – Um dos autores do pedido de impeachment contra Dilma, o jurista Miguel Reale Júnior classificou como “bisonhos e infantis” os argumentos de Waldir Maranhão para acolher o recurso que anulou o processo de impedimento da presidente. Reale afirmou esperar que os deputados adotem medidas para reverter a decisão.

OAB – Em nota sobre a suspensão do processo de impeachment, o presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil, Claudio Lamachia, disse que “esse tipo de ação atende a interesses momentâneos de alguns grupos políticos, mas ignora as decisões legítimas já tomadas”.

MOVIMENTOS – Em resposta à decisão de Waldir Maranhão, o Movimento Brasil Livre convocou uma manifestação para esta segunda, às 19h, na Av. Paulista, em São Paulo. O grupo afirmou que voltará às ruas quantas vezes for necessário até que a decisão de Maranhão seja anulada. Já membros do Vem Pra Rua estão desde as 14h na Paulista e pretendem sair do local apenas quando Maranhão deixar a presidência interina da Câmara.

ESQUERDAS – Militantes do PT, PCdoB, CUT e UNE estão reunidos desde as 17h no vão livre do Masp, em São Paulo, para apoiar a suspensão do processo de impeachment de Dilma. Para o secretário da Juventude do PT em São Paulo, Vitor Marques, “o ato do deputado Maranhão representa um fôlego de esperança para quem defende o Estado Democrático de Direito”. Já Vagner Freitas, presidente da CUT, disse que “o impeachment foi um processo atropelado”.

OPOSIÇÃO X MARANHÃO – Partidos de oposição irão ao STF para tentar anular a decisão de Waldir Maranhão. DEM e PSDB já anunciaram que vão apresentar mandados de segurança à Suprema Corte. Haverá ainda recursos de forma individual, como do deputado Fernando Francischini, do Solidariedade, que também vai ao STF. O presidente do Democratas, senador José Agripino, chamou a decisão de Maranhão de “inacreditável”.

ROSA WEBER X RECURSO – A ministra do STF Rosa Weber arquivou, sem analisar o mérito, um recurso impetrado hoje para barrar a decisão de Waldir Maranhão, que anulou as sessões da Câmara que autorizaram a abertura do processo de impeachment contra Dilma. No despacho, Rosa não conheceu a ação e indeferiu o pedido de liminar.

MONTEIRO – O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Armando Monteiro, do PTB, foi exonerado hoje pela presidente Dilma. Ele deixa a pasta para voltar ao Senado e participar da votação do impeachment da petista. Outra integrante da Casa que deve deixar o Ministério nessa semana é a titular da Agricultura, Katia Abreu. Ela é do PMDB do Tocantins e, assim como Monteiro, pretende reforçar a defesa da presidente no Senado.

MST X TEMER – O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra divulgou nota informando que invadiu uma fazenda que seria ligada ao vice Michel Temer. De acordo com o comunicado, cerca de mil famílias ocuparam um terreno de 1.500 hectares em Duartina, no interior de São Paulo. O movimento alegou ter invadido o local para protestar contra o impeachment de Dilma e para “denunciar as conspirações golpistas de Temer”.

ESQUELETOS X DILMA – Segundo o Estadão, os “esqueletos” deixados pelo governo Dilma podem passar de R$ 250 bilhões. Michel Temer vai herdar uma conta “oculta” que inclui possíveis capitalizações de estatais, perdas na negociação da dívida dos Estados e em fundos públicos. Estimativas menos conservadoras apontam que buraco chegaria até a R$ 600 bilhões.

COUTINHO X MANTEGA – De acordo com a Folha, Marcelo Odebrecht, presidente afastado do grupo Odebrecht, disse à Lava Jato que Luciano Coutinho, presidente do BNDES, e Guido Mantega, então ministro da Fazenda, cobravam doações à campanha de Dilma em 2014. Funcionava assim: as empresas que obtinham financiamento do banco para obras no exterior se comprometiam a fazer doações eleitorais ao partido. Ao jornal, Coutinho negou qualquer irregularidade.

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