Confira aqui o que você não ouviu em “Os Pingos nos Is” de 11/04/2017

  • Por Jovem Pan
  • 11/04/2017 14h01

O que Reinaldo Azevedo, Victor LaRegina e Vitor Brown não comentaram nesta terça-feira (11), você confere aqui:

LULA X MARCELO – O empresário Marcelo Odebrecht prestou depoimento, ontem, no processo em que o ex-ministro Antonio Palocci é acusado de ter intermediado o recebimento de R$ 128 milhões. Ao juiz Sérgio Moro, Marcelo confirmou que Palocci era mesmo o “Italiano” na lista de codinomes da empreiteira. E Lula era o “Amigo”. “Amigo” também era o nome de uma espécie de conta corrente da construtora vinculada ao ex-presidente.

LULA X 13 MILHÕES – Segundo a Follha, Marcelo Odebrecht determinou o pagamento de R$ 13 milhões, em espécie, a Lula. A ordem de pagamento foi feita a Branislav Kontic, ex-assessor do ex-ministro Antonio Palocci, que teria recebido o valor e repassado ao petista. Em resposta, o Instituto Lula afirmou que: “Lula não tem nenhuma relação com qualquer planilha na qual outros possam se referir a ele como “Amigo” (…) Por isso não lhe cabe comentar depoimento sob sigilo de Justiça vazado seletivamente e de forma ilegal”.

LULA X RESPOSTA – Um dia depois do depoimento de Marcelo Odebrecht, Lula disse “estar esperando há 3 anos que apresentem uma prova contra ele”. A declaração foi dada em entrevista à rádio Meio Norte, do Piauí. O petista respondia a uma pergunta sobre os rumores de que ele pode ser preso pela Lava Jato a qualquer momento.

ZANIN – A defesa de Lula respondeu ao novo vazamento do depoimento de Marcelo Odebrecht. Em nota, o advogado Cristiano Zanin Martins declara que “nos processos envolvendo Lula, já foram ouvidas 102  pessoas” e que “nenhum dos depoentes fez qualquer afirmação que pudesse envolver o ex-presidente em ato ilícito”. Diz também “que o vazamento de trechos do depoimento de Marcelo Odebrecht insere-se no recorrente esforço de manter viva a perseguição contra o petista.”

DORIA X LULA – Em discurso em Porto Alegre, o prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB), fez duras críticas ao ex-presidente Lula. Afirmou Doria: “Lula, você não é salvador de nada. Você quase destruiu o Brasil e o sonho de milhões de brasileiros, de milhões de jovens, de milhares de crianças. Você não vai destruir outra vez o sonho de o Brasil ser um país honesto, um país decente, que sabe seus valores”.

FRATURA – A PF deflagrou a Operação Fratura Exposta e prendeu o ex-secretário Sérgio Côrtes, que comandou a pasta da Saúde no governo Sérgio Cabral, sob suspeita de fraudes no fornecimento de próteses para o Into (Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia). Segundo a apuração, Côrtes favoreceu a empresa Oscar Iskin, uma das maiores fornecedoras de próteses do Rio, quando foi titular da pasta. Também foram presos Miguel Iskin, dono da empresa, e seu sócio em outras companhias, Gustavo Estellita.

ESQUEMA – A fraude, aplicada nas regras de importação, permitiu que uma máfia formada por empresários e gestores públicos desviasse, por pelo menos 12 anos – de 2003 a 2014-, de 40% a 60% de um total de R$ 500 milhões gastos pela Secretaria Estadual de Saúde do Rio e pelo Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia em compras internacionais de equipamentos médicos, como macas elétricas, entre outros.

DELATOR – A ação deflagrada hoje teve como base a delação premiada do advogado Cesar Romero Vianna, ex-subsecretário executivo da Saúde e ex-assessor da direção do Into. Segundo ele, o esquema cobrava 10% de propina dos valores reembolsados. No caso da pasta, afirmou Romero, 5 % eram reservados ao ex-governador Sérgio Cabral, 2% ao ex-secretário Sérgio Côrtes, 1% para os conselheiros do Tribunal de Contas do Estado e 1% para a “máquina”. Romero levava o 1% restante.

BRETAS – O juiz Marcelo Bretas, titular da Sétima Vara Criminal Federal no Rio de Janeiro, pediu reforço em sua segurança pessoal. Ele concentra os processos ligados à Lava Jato no estado e também as operações dela derivadas: Calicute e Eficiência. Aos jornalistas, Bretas limitou-se a dizer que “não há nenhuma preocupação que não seja contornável com esse apoio” e que “o que importa é saber que temos todas as condições de tocar o processo”.

HOLIDAY – A bancada do PSOL na Câmara de São Paulo entrou ontem com um pedido de cassação do vereador Fernando Holiday (DEM). A informação é da Folha. A sigla acusa o Movimento Brasil Livre, do qual Holiday é um dos líderes, de divulgar os telefones da vereadora Sâmia Bomfim e da suplente Isa Penna e estimular seguidores a coagi-las. No mês passado, a vereadora Juliana Cardoso (PT) também pediu a cassação do colega pelos mesmos motivos. A assessoria do parlamentar nega envolvimento dele na divulgação dos contatos.