Confira aqui o que você não ouviu em “Os Pingos nos Is” de 24/04/2017

  • Por Jovem Pan
  • 24/04/2017 15h26

O que Reinaldo Azevedo, Victor LaRegina e Vitor Brown não comentaram nesta segunda-feira (24), você confere aqui:

FUX X FORO – O ministro do STF Luiz Fux disse que “a maioria dos ministros” da Corte entende que há uma necessidade de se restringir o alcance do foro especial por prerrogativa de função no país. Para Fux, o entendimento majoritário no tribunal é de que uma autoridade só deveria manter o foro em caso de irregularidades cometidas no curso do mandato. Nesse caso, por exemplo, um deputado processado por crimes anteriores à sua eleição perderia o direito de ser julgado diretamente por instâncias superiores.

TSE – O marqueteiro João Santana e sua mulher, Mônica Moura, prestaram depoimento ao ministro Herman Benjamin, relator do processo que pede a cassação da chapa Dilma-Temer no TSE. De acordo com a Veja, Mônica afirmou que tratou pessoalmente com a ex-presidente Dilma de repasses para a campanha da petista por meio de caixa dois. Isso teria ocorrido no Palácio do Planalto, em 2014. A publicitária contou que os pagamentos ficaram sob responsabilidade do ex-ministro Guido Mantega, que atuou como operador do caixa paralelo de campanha.

FUNDOS – Um levantamento da Superintendência Nacional de Previdência Complementar informa que os fundos de pensão fecharam 2016 com um rombo de R$ 70,6 bilhões. De 2012 para cá, esse número registrou uma alta de 700%. Naquele ano, o buraco era de R$ 9 bilhões. O rombo subiu para R$ 21 bilhões em 2013 e para R$ 31 bilhões no ano seguinte. O déficit atingiu seu ápice em 2015, quando somou R$ 77,8 bilhões.

JANOT – O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, pediu vista em uma votação no Conselho Superior do Ministério Público (CSMP) sobre uma resolução que pode afetar os trabalhos da Operação Lava Jato. A proposta limita o número de procuradores que uma unidade do Ministério Público pode ceder para uma investigação de outra unidade. A força-tarefa da Lava Jato conta hoje com especialistas do MP de todo o país.

PIMENTEL – A PF indiciou a primeira-dama de Minas Gerais, Carolina Pimentel, o secretário da Casa Civil, Marco Antônio Teixeira, o secretário do Planejamento, Helvécio Magalhães, e dois executivos no âmbito das investigações da Operação Acrônimo. A mulher do petista Fernando Pimentel é suspeita de ter praticado os crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e crime eleitoral. Já os empresários Antonio Maciel, ex-presidente da Caoa, e Elon Gomes, presidente do grupo Aliança, foram indiciados por falsidade ideológica e crime eleitoral. Também foi indiciado o publicitário Vitor Nicolato. As defesas dos envolvidos não quiseram se manifestar.

BOLSONARO – Segundo a Folha, o deputado Jair Bolsonaro (PSC) tem usado sua cota parlamentar para custear viagens pelo país em que se apresenta como pré-candidato à Presidência em 2018. Nas regras de uso, a Câmara diz que “não serão permitidos gastos de caráter eleitoral”. Levantamento do jornal mostra que nos últimos cinco meses, ao menos seis viagens em que o parlamentar tratou publicamente de sua intenção de concorrer ao Planalto foram custeadas pela Câmara, somando R$ 22 mil. Em nota, o deputado negou estar em campanha e atribuiu as viagens à participação na Comissão de Segurança Pública da Câmara.