Confira a edição completa de “Os Pingos nos Is” desta quinta-feira (05/06/2014)

  • Por Jovem Pan
  • 05/06/2014 19h46

No programa Os Pingos nos Is desta quinta-feira, Reinaldo Azevedo, Mona Dorf e Patrick Santos apresentaram as principais notícias do dia, com muitos comentários e opiniões.

Como não podia deixar de ser, a greve dos metroviários paulistas foi assunto do debate. Reinaldo classificou a paralisação como “vergonhosa, política e oportunista” e comentou cena que se viu de manhã na plataforma da estação de trem e metrô de Itaquera, quando usuários derrubaram as grades para tentar chegar na linha da CPTM, que não estava parada.

“Trabalhadores são obrigados a praticar atos de vandalismo para poderem trabalhar”, avalia Reinaldo. “Trata-se de uma greve moralmente criminosa e escancaradamente ilegal, pois não está cumprindo determinação da Justiça”, disse.

Como um bom programa jornalístico, “Os Pingos” informou também a situação do trânsito e do transporte na cidade, nesse dia atípico. No começo do programa, havia acabado de terminar a audiência de conciliação entre sindicato e patrões do metrô, mas não houve acordo. Nesta sexta, a paralisação deve continuar e, às 14h30, a Justiça julga se a greve é legal ou não.

Outro assunto já debatido nas últimas edições de Os Pingos nos Is foi o polêmico decreto da presidente Dilma, de número 8.243, que estabelece um “plano de participação social. Nesta quinta, Dilma comentou e defendeu a lei durante reunião do “conselhão”, que reúne ministros, empresários e conselheiros do Governo.

Dilma disse: “Muitas cabeças pensam mais que a cabeça do executivo”. Reinaldo comentou: “O que a presidente está fazendo é tentando inventar a sociedade civil por decreto”, e avaliou em ironia a frase de Dilma: “Quando o executivo está sem cabeça, isso não deixa de ser uma verdade aritimética”.

Para Azevedo, o decreto é uma “tentativa de aparelhamento do Estado”.

Outras declarações debatidas e comentadas na edição desta quinta foram as de Gilberto Carvalho, ministro chefe da Secretaria-Geral da Presidência. Ele se disse preocupado com protestos do MTST em volta do Morumbi nesta sexta, durante jogo da seleção brasileira, e espera que atos não atrapalhem o evento esportivo.

Reinaldo Azevedo lembra que membros do PT votaram contra uma lei para punir os excessos nas manifestações. Também que quem aconselhou Dilma a receber Guilherme Boulos (líder do MTST) durante passagem por São Paulo foi o próprio Gilberto Carvalho. Ele mesmo esteve num encontro do MTST.

“Força de segurança não se usa fazendo carinho e com flor”, diz Reinaldo.”(Carvalho) manteve a interlocução com grupos que não respeitam a democracia, e o pior – ainda mantém”, conclui.

Houve também a participação de Ulisses Neto, comentando o fato esportivo do dia, que foi a reunião com Jèromé Valcke, Joseph Blatter, presidente da Fifa, e Aldo Rebelo, ministro do Esporte. “Ninguém quis criar polêmica”. Blatter ressaltou que a Fifa está confiante para o evento e foi anunciado um lucro de US$ 4,5 bilhões da entidade durante a Copa.

Reinaldo Azevedo opinou ainda sobre um abaixo-assinado com 90 mil assinaturas entregue pela Anistia Internacional a favor do direito de manifestação pacífica durante a Copa do Mundo. O texto pede treinamento às forças policiais e a regulamentação de armamento não-letal. Ouça o comentário no áudio acima.

Outra notícia do dia foi o julgamento do ex-diretor do Banco do Brasil e acusado no processo do mensalão, Henrique Pizzolato, na Itália, país onde ele tenta se refugiar.

Reinaldo lembra que o desvio em um dos esquemas do visanet chegou a R$ 73 milhões. Pizzolato, porém, tem cidadania italiana, o que complica uma possível extradição. Reinaldo Azevedo lembra que a lei internacional das extradições serve para proteger alguém de perseguição política, não criminoso comum.

Como é de costume, os comentarista Jovem Pan também tiveram participação no programa. Denise Campos de Toledo trouxe um balanço da economia, comentou ata do Copom e falou sobre as consequências da taxa de juros. Mona Dorf, em seguida, questionou por que Guido Mantega prefere que as pessoas optem pelo consumo, mesmo com a inflação alta.

Reinaldo diz que Mantega vive o “Paradoxo do asno” que está entre a alfafa e a água, entre a morte de de fome e a morte de de sede.

Mais um importante tema foi a conhecida Lei da Palmada. Reinaldo diz que houve um “show da Xuxa” no congresso com a presença da apresentadora na bancada da Casa legislativa.
Reinaldo questionou o nome da lei, “Lei Bernardo” em referência ao menino que morreu dde forma trágica recentemente, e disse: “Um pai ou uma mãe pode ter problemas com a justiça se apenas der um “tapinha” no traseiro da criança”.

Para Azevedo, “criança precisa ser disciplinada” e uma melhor sugestão seria “uma campanha pública contra a disciplina física”. O comentarista considera que a lei é uma “invasão da privacidade do cidadão”.

O correspondente internacional da Pan, Caio Blinder, também marcou presença, comentando a situação na Ucrânia e a pressão sobre Vladimir Putin. O G-7 concordou nesta quinta com imposições mais duras contra a Rússia. Ouça mais detalhes no áudio.

Mona Dorf, por fim, conclui com a frase de Tereza Campello, ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, que disse: “Atualmente o Bolsa-Família está na moda e não tem quem fale contra”. Reinaldo comentou, disse que o presidente Lula era contra o Bolsa-Família em abril de 2003 e afirmou que Fernando Henrique Cardoso criou todos os programas que foram reunídos no Bolsa-Família.

Ouça o programa completo no áudio acima.