Confira a edição completa de “Os Pingos nos Is” desta segunda-feira (09/05/2016)

  • Por Jovem Pan
  • 09/05/2016 16h07
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Reinaldo Azevedo, Patrick Santos e Victor LaRegina comentaram os principais assuntos desta segunda-feira (09) em “Os Pingos nos Is”.

Em seu editorial de abertura, Reinaldo Azevedo falou sobre uma eventual gestão Temer: “Que ele não cometa o erro de ser presidente dos peemedebistas”. Saiba mais no editorial completo.

Outros destaques do programa foram:

MINISTÉRIO – Segundo a Folha, Michel Temer fechou com sua equipe uma proposta de reduzir de 32 para 23 o número de ministérios de seu futuro governo. As novidades são a fusão dos ministérios das Comunicações com Ciência e Tecnologia, e do Desenvolvimento Social com Desenvolvimento Agrário. Já o Ministério do Trabalho e da Previdência Social passa a cuidar apenas de questões trabalhistas. A área da Previdência será transferida para o Ministério da Fazenda, que será responsável por cuidar da reforma do setor.

HUMBERTO COSTA – O líder do governo no Senado, Humberto Costa, afirmou que o PT não fará oposição radical a Michel Temer e não “vai incendiar o Brasil”. Em entrevista à Folha, ele reafirmou o discurso de golpe e de que a gestão do peemedebista será ilegítima.

RENAN X MARANHÃO – O presidente do Senado, Renan Calheiros, decidiu ignorar o ato do presidente interino da Câmara, Waldir Maranhão, de anular o processo de impeachment de Dilma. Renan disse que “aceitar essa brincadeira com a democracia seria ficar comprometido com o atraso do processo. Não cabe ao presidente do Senado dizer que um processo é justo ou injusto”. Com isso, a Casa mantém a previsão de votação da abertura do processo de impeachment para quarta.

MARANHÃO – O presidente da Câmara, Waldir Maranhão (PP), acatou recurso ingressado pela Advocacia-Geral da União que pedia a anulação do processo de impeachment de Dilma. No despacho, ele afirmou que ocorreram vícios que tornaram nula a sessão da Câmara. Segundo Maranhão, os partidos políticos não poderiam ter fechado questão ou firmado orientação para que os parlamentares votassem de um modo sobre o afastamento da petista.

MARANHÃO X CARDOZO – Segundo a Folha, o presidente interino da Câmara, Waldir Maranhão, esteve ontem com o advogado-geral da União, José Eduardo Cardozo. O encontro foi apontado pela oposição como fator determinante para a decisão de Maranhão em suspender o processo de impeachment na Câmara.

REPERCUSSÃO X DILMA – Ao comentar a decisão de Waldir Maranhã, Dilma disse:”Eu não tenho essa informação oficial. Estou falando aqui porque não podia de maneira alguma fingir que eu não estava sabendo. Eu não sei as consequências disso. Por favor, tenham cautela porque vivemos uma conjuntura de manhas e artimanhas”.

LULA X OTIMISTA – Lula estaria otimista e convicto de que “o jogo não acaba” com o afastamento de Dilma, na quarta. Ele tem dito a interlocutores que o início do governo Michel Temer não vai significar a volta da estabilidade política, como apregoam os aliados do vice, e que as turbulências devem continuar até as eleições de 2018.

ZELOTES – A PF deflagrou hoje a 7ª fase da Operação Zelotes, que apura irregularidades no Carf. O foco das ações foi a empresa Cimento Penha, que, segundo o MPF, “celebrou contratos com escritórios de advocacia e de consultoria, os quais, por meio de seus sócios, agiram de maneira ilícita, manipulando o andamento, a distribuição e decisões do Carf”. Ao todo, foram cumpridos 28 mandados, entre busca e apreensão, condução coercitiva e oitivas, em 5 Estados. 

MANTEGA – O ex-ministro da Fazenda, Guido Mantega, foi conduzido coercitivamente até a superintendência da PF em São Paulo onde prestou depoimentos na Operação Zelotes. Relatório do MPF sustenta que o ex-ministro nomeou integrantes do Carf para ajudar seu amigo, o italiano Victor Sandri, dono da empresa Cimento Penha, que conseguiu reverter multas no valor de R$ 106 milhões em uma votação no Conselho.

ANDRADE X ACORDO – A Andrade Gutierrez divulgou hoje “pedido de desculpas ao povo brasileiro” por ilegalidades praticadas em obras públicas investigadas pela Lava Jato. A empresa afirmou que reparará os danos e apresenta oito “propostas para um Brasil melhor”, referentes a licitações e contratos com governos. Na última quinta, o juiz Sérgio Moro homologou o acordo de leniência da empreiteira, que vai pagar indenização de R$ 1 bilhão.

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