Contribuinte paga Imposto de Renda 4,6 vezes maior por falta de correção

  • Por Jovem Pan
  • 12/01/2016 11h53
Imposto de Renda

 Segundo estudo do Sindifisco, a defasagem da tabela do Imposto de Renda chega a 72,2% em 2015. Entre 1996 e 2015, a inflação foi de 260,9% contra a correção feita pelo governo no tributo que foi de 109,6%. Um trabalhador que ganha R$ 4.000 paga hoje R$ 263,87 de imposto. Se a tabela não estivesse defasada, pagaria R$ 57,15.

O presidente do Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais da Receita, Cláudio Damasceno, diz que aqueles que ganham menos são os mais prejudicados: “Hoje tem muita gente entre esse valor do isento atual e o que deveria estar, que é R$ 3200, pagando imposto que não deveria pagar. Essa que é a grande injustiça por essa não correção do Imposto de Renda. O governo está cada vez mais obtendo recursos de uma parcela da população que não devia sequer estar pagando”. Damasceno ressalta que, por outro lado, nas classes mais ricas podem existir contribuintes que deveriam pagar um imposto maior.

Já o presidente do Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação, João Elói Olenick, aponta a Anderson Costa que a defasagem tende a aumentar mais: “Quanto mais o governo arrecada melhor. De que forma? Não importa. Se for não corrigindo a tabela, será aumentando impostos das bebidas, cosméticos, celulares, eletrônico. Infelizmente, ao invés de fazer a lição de casa, diminuir seus custos, seu gastos, ele acaba através de um poder coercitivo colocando a mão dentro do bolso do contribuinte e pegando aquilo que precisa”.

Em um cenário de ajuste fiscal e de queda na arrecadação, é muito pouco provável que o governo reduza esta defasagem. Em 2015, a tabela do Imposto de Renda foi corrigida em 5,6% contra uma inflação de 10,67%.